Facilmente caímos na rotina asfixiante e nos enredarmos em desculpas fáceis e cómodas para não nos enfrentarmos. Evitando simplesmente escolher sermos nós mesmo, com tudo o que isso possa significar e com todas as consequências que isso possa ter. E depois, num dia qualquer, sem um motivo aparente, lavamos a cara de manhã, espreitamos pela janela e sabemos que chegou o momento de sairmos da nossa concha (ou do nosso sofá!!!) e dar um bocadinho de nós, com o coração aberto para o que a vida e os outros nos possam vir a dar no retorno.
“Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.”
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.”
Alberto Caiero
Aqui espero poder partilhar o melhor de mim, daquela que gosta de expressar o que sente através da escrita, mas que também se perde com os amigos nas conversas em volta de um copo de vinho; que adora de paixão o Alentejo, mas já não consegue passar muito tempo sem ver Lisboa pela janela da sua sala; que vibra com as controvérsias da política, continua a acreditar nesta como um meio para o bem comum, mas se desilude com o que os homens são capazes de fazer só pela sede de poder; que ama e protege a sua família, sendo também a primeira a criticá-la e a sentir-se incompreendida por ela. A rapariga tímida e estudiosa para uns, mas de riso fácil ou respondona para outros, com todas as minhas virtudes e defeitos, principalmente com todas as minhas contradições, mas que acredita que cada dia é um dádiva e que a vida merece mesmo que nós façamos que valha a pena e que não quer mais ficar na insegurança, na incerteza, no adiamento!
CS

Sem comentários:
Não são permitidos novos comentários.