sábado, 30 de março de 2013

Das conversas ao telefone!

 - "Tu hoje estás hiperativa!"
 - "Pois é, estou enérgica, vim para o Alentejo!"




E hoje, finalmente temos um dia de sol!

Bom dia!

quinta-feira, 28 de março de 2013

A verdadeira mão por detrás do arbusto!

Também eu, como me parece ter acontecido a milhares de portugueses, parei ontem à noite em frente ao televisor para ver o tão mediático regresso de Sócrates. Pois é, o vibrar com as coisas da política dá nisto, conseguir ficar duas horas em frente ao ecrã a ver a atuação deste verdadeiro animal político, ao ponto de me esquecer de jantar. Não basta a pesada herança que este deixou ao país e aos portugueses e eu ainda me privo de alimentar para o ouvir! Realmente, deve ser da falta do sol, falta de vitamina C!
Mas a minha atenta observação deste espetáculo, no dia mundial do teatro, levou-me apenas a verificar mais uma vez que de facto este homem é um bom comunicador e sabe manobrar como poucos a comunicação e a mensagem política no nosso país. Regressou passados dois anos, depois de se ter preparado para voltar e pronto para atacar os seus inimigos mais prediletos; dominou na entrevista e desenhou a realidade como quis e bem entendeu, descrevendo-nos mais uma vez o maravilhoso país de Sócrates.
Esta sua aparição abafou por completo o já ténue e debilitante desempenho de António José Seguro. Basta ver o pouco espaço que a entrega da moção de censura do PS hoje na Assembleia da República teve na comunicação social, completamente asfixiada pelos rescaldos da entrevista de Sócrates.
Depois ficamos a saber que afinal este não esteve bem a estudar filosofia em Paris, foi mais Ciência Política, porque como todos sabem a ciência política deriva da filosofia e agora o mestrado que Sócrates esteve a tirar denomina-se de filosofia. Bem, pelo menos foi isto que eu percebi, não sei se percebi bem, mas como a Sorbonne contínua a ter dois Masters um em Ciência Política e outro em Filosofia, fiquei confusa. Para além de tudo, enquanto estudava em Paris era perseguido pelo Correio da Manhã.
Mas pormenores à parte julgo que o mais importante mesmo é esclarecer aqui qual o verdadeiro embuste e onde é que está afinal a mão escondida por detrás do arbusto, ou de quem é a mão. E isso, José Gomes Ferreira vez melhor do que ninguém nos comentários pós entrevista na SIC Noticias. Um verdadeiro serviço público!



 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Ferrugem e Osso

Nos últimos tempos as idas ao cinema não têm sido tantas como desejaria o que faz com que quando a oportunidade surja a escolha do filme seja mais difícil, pois existe sempre o receio de nos enganarmos na escolha e sairmos da sala de cinema com aquela sensação de desilusão, ou mesmo tempo perdido.
No foi o que aconteceu com o filme “Ferrugem e Osso” de Jacques Audiard.  Este filme conta a história de uma relação entre duas pessoas com experiências de vida muito diferentes, duas personagens com uma carga dramática bem pesada, mas que encontram na sua relação uma forma de compensação, compreensão e suporte para as contrariedades e obstáculos que a vida lhes oferece. Aqui não existem julgamentos, nem sentimentalismos, apenas a realidade crua, sem julgamentos de valor. No entanto, a história acaba por nos relembrar que apesar dos nossos projetos de vida nem sempre se concretizarem como planeamos, a vida oferece-nos trilhos alternativos, os quais podem muito bem ser o caminho certo para o nosso bem-estar pessoal.  
Saliento as excelentes interpretações quer de Marion Cotillard, pela qual tenho uma grande admiração e que mais uma vez não me desiludiu, quer do ator belga Matthias Schoenaerts, que não conhecia, mas cuja carreira valerá a pena seguir.
Daqueles filmes em que, quando à noite aconchegados no edredom e o que queremos mesmo é adormecer, teima em não nos sair da cabeça!

domingo, 24 de março de 2013

Hoje é o dia!


Há dias em que sentimos que não podemos adiar mais as coisas, que a vida passa, foge entre os dedos e nós não queremos ser apenas mais um mero espectador. É assim que me tenho sentido nos últimos dias, semanas, meses mesmo. Um sentimento de ausência, de desorientação, de insatisfação, da inutilidade dos dias, de fuga da vida. Mas a verdade é que essa, a apática, a indiferente, a acomodada, não sou eu, nunca poderia ser. E dou por mim a pensar no porquê? Para quê? Com que sentido adiar mais? Adiar as ideias; adiar as ações; adiar os gestos, adiar os sentimentos, adiar as iniciativas, adiar os projetos, adiar a vida!

Como é fácil cairmos nesta rotina asfixiante e enredarmo-nos em desculpas fáceis e cómodas para não nos enfrentarmos. Evitando simplesmente escolher sermos nós mesmo, com tudo o que isso possa significar e com todas as consequências que isso possa ter. E depois, num dia qualquer, sem um motivo aparente, lavamos a cara de manhã, espreitamos pela janela e sabemos que chegou o momento de sairmos da nossa concha (ou do nosso sofá!!!) e dar um bocadinho de nós, com o coração aberto para o que a vida e os  outros nos possam vir a dar no retorno.

Este blog é um desses projetos adiados, daqueles que eu sei que me vai dar tanto gozo realizar e que, sem motivo aparente, ainda não tinha colocado em prática. Sabem os pacotes de açúcar com a frase “Um dia vou…”??? Pois tenho a sensação que hoje me calhou um com a frase “Um dia vou escrever um blog! Hoje é o dia!”J

E aqui espero poder partilhar o melhor de mim, daquela que gosta de expressar o que sente através da escrita, mas que também se perde com os amigos nas conversas em volta de um copo de vinho; que adora de paixão o Alentejo, mas já não consegue passar muito tempo sem ver Lisboa pela janela da sua sala; que vibra com as controvérsias da política, continua a acredita nesta como um meio para o bem comum, mas se desilude com o que os homens são capazes de fazer só pela sede de poder; que ama e protege a sua família, sendo também a primeira a criticá-la e a sentir-se incompreendida por ela. A rapariga tímida e estudiosa para uns, mas de riso fácil ou respondona para outros, com todas as minhas virtudes e defeitos, principalmente com todas as minhas contradições, mas que acredita que cada dia é um dádiva e que a vida merece mesmo que nós façamos que valha a pena e que não quer mais ficar na insegurança, na incerteza, no adiamento!


“…Eu adoro todas as coisas

E o meu coração é um albergue toda a noite

Tenho pela vida um interesse ávido

Que busca compreendê-la sentindo-a muito

Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,

Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas,

Para aumentar com isso a minha personalidade.


Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio

E a minha ambição era trazer o universo ao colo

Como uma criança a quem a ama beija.

Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,

Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo

Do que as que vi ou verei.

Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.

A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos.

Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca…”

                                                                              Acordar, de Álvaro de Campos

 
Blogging tips