sexta-feira, 31 de maio de 2013

Bom Fim de Semana

As Parcerias para o Desenvolvimento





Entre as minhas paixões e desafios, daqueles que me motivam e fazem acreditar que podemos contribuir para que as coisas sejam um pouco melhores, encontra-se o poder local. As grandes políticas, estratégias ou programas de desenvolvimento são obviamente necessários, desejavelmente inovadores, pretende-se que tracem o caminho para o desenvolvimento, para o crescimento sustentável, mas constituem apenas instrumentos de enquadramento do que se faz, ou se devia fazer, a nível das comunidades. É ao nível do local que os problemas e necessidades das populações se colocam e é igualmente a esse nível que muitas das vezes são encontradas as soluções mais eficazes e pragmáticas.

No âmbito do poder local, num mundo que se quer cada vez mais global, onde os problemas de uns são também os problemas de outros e as soluções podem tantas vezes ser encontradas em comum, as parcerias surgem como um eficiente instrumento, o qual permite a troca de experiências, de informação e contribui para um crescimento em conjunto.

Entre estas parcerias saliento as geminações municipais, um mecanismo de excelência, que deve ser valorizado como estrutura de cooperação, dado favorecer o diálogo entre duas comunidades locais, a concertação de iniciativas locais a favor do desenvolvimento, assim como a participação ativa dos cidadãos.

Tendo em consideração a sua proximidade com os cidadãos e com as comunidades locais, com um profundo conhecimento das necessidades e problemas das populações, podendo intervir com mais eficácia e eficiência na disponibilização de determinados serviços públicos (saneamento básico, água, vias de comunicação, transportes, educação, saúde), as Autarquias Locais e respetivas Associações constituem um dos atores privilegiados nas políticas de desenvolvimento.


Complementado as parcerias entre os governos centrais surgem as parcerias intermunicipais, os acordos de parceiros entre dois Municípios, os quais apesar de muitas das vezes pertencerem a realidades sócias, culturais e económicas distintas, enfrentam no seu dia-a-dia problemas e desafios comuns. São estes obstáculos e, consequentemente, as metodologias e recursos que as autarquias encontram para os ultrapassar, que acentuam a relevância da troca de informação; da partilha de experiências; do fortalecimento de parcerias; enfim de uma caminhada lado a lado na direção de um desenvolvimento que se quer sustentável e que constitui afinal a meta de qualquer protocolo de geminação.

Cada vez mais as Autarquias se afirmam como um dos atores estratégicos da Cooperação para o Desenvolvimento. Há muito que passamos a fase da participação do grupo de folclore da terra nas festas da comunidade vizinha ou até do envio de material usado e obsoleto para os nossos parceiros. Atualmente, os nossos Municípios cooperam com base em planos estratégicos de desenvolvimento; auscultando as necessidades das suas populações e contribuindo para a melhoria das condições de vida nas suas comunidades.

E é este o caminho que o meu Município tem vindo a percorrer, na sua renovação do Protocolo de Geminação com o Município do Paul, Cabo Verde, e mais recentemente com o Protocolo de Geminação com o Município do Monapo, Moçambique. É um orgulho poder contribuir para estas parcerias, as quais espero sinceramente que contribuam para a aprendizagem e desenvolvimento destas comunidades.






segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pin Up Girl

 
Ando com uma vontade de levar a Pin Up que há em mim à praia.
Estes biquínis são lindos, lindos, mas sinceramente não sei se teria coragem!
 
 
 
 
 



 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Fontes de inspiração


Quem me conhece sabe que tenho em mim o "bichinho" da política, que toda a minha formação académica foi feita na área da ciência política e que tento, na medida das minhas possibilidades, participar e contribuir para a melhoria e bem estar da comunidade à qual pertenço. Julgo ser um dever de cada um de nós contribuir para uma sociedade melhor, dar as nossas ideias, o nosso tempo, envolver-nos e marcar presença, pois de "ativistas de sofá" já está este país cheio.
Mas infelizmente na política temos bons e maus exemplos, pessoas que nos fazem querer desistir, que conseguem muitas das vezes mostrar o pior do ser humano, de quanto as ambições e egoísmos pessoais se conseguem tantas vezes sobrepor àquilo que devia ser a política, o trabalhar ao serviço da comunidade. Mas também existe o outro lado, aquele em que conhecemos pessoas que nos inspiram diariamente, que dão tudo de si por uma causa em que acreditam, que lutam apaixonada e desinteressadamente e que se sentem realizadas por conseguirem ser apenas mais uma "gota no mar" contribuindo para a força do oceano. E é dessas que vale a pena falar e são essas que eu quero mencionar aqui neste meu espaço, para que nunca nos esqueçamos que vale a pena continuar, vale a pena lutar, vale a pena acreditar. Estes são os exemplos que o provam. E assim inicio uma rubrica (nome pomposo, eheheh) sobre políticos que me inspiram.
A primeira, e pelo tema que aborda nesta entrevista, a Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros da Noruega. Vale mesmo a pena ler esta entrevista e reflectir sobre as opções que as mulheres hoje em dia ainda são obrigadas a fazer, quando é bem possivel conciliar profissão, e em particular atividade política, e vida pessoal/familiar. A este respeito penso na nossa Ministra Assunção Cristãs, que há pouco tempo dizia numa entrevista, quando questionada sobre a sua gravidez, que a vida dela era um todo, que englobava profissão e vida familiar e que nem se colocava a possibilidade de por uma das partes da sua vida em "standby". Espero sinceramente que este exemplo vindo de cima seja o primeiro de muitos, para que as mulheres possam viver todas as facetas da sua vida em pleno.
 
 
"A igualdade de género é a estratégia inteligente para o desenvolvimento"



".... se quer que um país cresça tem de envolver toda a sociedade, não pode deixar uma parte da sociedade de fora. Se quer ter desenvolvimento económico, se quer ter uma economia forte tem de haver igualdade de género. A igualdade de género é a estratégia inteligente para o desenvolvimento de um país. Têm de contar com todos os homens e com todas as mulheres...."



domingo, 19 de maio de 2013

A adoção por casais homossexuais

 

Durante todo este fim-de-semana tenho ouvido e lido noticias, reportagens e artigos de opinião sobre o direito ou não de adoção por parte dos homossexuais. Isto tudo a propósito do decreto de lei que foi aprovado na passada sexta-feira, o qual permite a coadoção por parte dos casais homossexuais, ou seja, a possibilidade de um dos elementos do casal poder adotar os filhos do seu conjugue. Não tendo sido “ainda” aprovada a possibilidade plena de adoção por estes casais, este foi um pequeno, mas importante passo, o qual não nos esqueçamos “passou” na Assembleia com apenas 99 votos a favor, contra os 94 contra.
Esta votação é exemplificativa da mentalidade de uma parte da nossa sociedade. Quero muito acreditar que essa parte é cada vez mais diminuta e que nos estamos, pouco a pouco, a soltar das amarras dos preconceitos e de uma certa visão pobre, mesquinha e pequenina do mundo. Mas depois deparo-me com coisas como esta e fico incrédula, com o coração apertado e quase (mas só por uns momentos) me apetece desistir de acreditar.
Entre outras coisas, o texto diz assim:
3 - Crianças que foram privadas, por exemplo, do cuidado materno durante longos períodos de tempo na fase precoce das suas vidas, revelaram em geral menor capacidade de sentir e de se emocionarem, tendem a criar relações superficiais, a mostrar tendências antissociais e são mais hostis ao longo do seu crescimento.
3 - Crianças que foram privadas, por exemplo, do cuidado materno durante longos períodos de tempo na fase precoce das suas vidas, revelaram em geral menor capacidade de sentir e de se emocionarem, tendem a criar relações superficiais, a mostrar tendências antissociais e são mais hostis ao longo do seu crescimento.
4 - Os pais têm talentos específicos. São bons a disciplinar, a brincar e a levar as crianças a enfrentar desafios. São modelos a seguir para as crianças. A sua presença em casa protege a criança do medo e fortalece a capacidade da criança para se sentir segura. A vasta investigação cientifica sobre os graves problemas psíquicos, académicos e sociais nos jovens criados em famílias sem um dos pais demonstraram a importância da sua presença em casa para um desenvolvimento saudável.
10 - Privar deliberadamente uma criança da possibilidade de ter um pai e uma mãe magoa e faz mal à criança. As crianças adoptadas, em geral, vivenciam traumas de abandono precoce, na fase inicial das suas vidas e, devem ser protegidas de um trauma adicional como seria esta cruel experiência social.”

Abel Matos Santos
Psicólogo Clínico e Sexologista

Pois bem, não sou psicóloga, nem sexista, e também não sou mãe, mas a minha experiência como filha, mulher e sobretudo como ser humano leva-me a acreditar que não se deve é privar uma criança de amor; de carinho; de um lar onde esta se sinta em segurança, onde se sinta integrada, parte do núcleo familiar. Não se deve privar uma criança da possibilidade de ter uma familia, um pai, uma mãe, dois pais, duas mães, um adulto ou adultos a que esta possa chamar se seus, que a protejam, que lhe proporcionem uma vida e um crescimento em segurança, que a eduquem, que lhe transmitam valores e que ela tenha sempre como exemplo e como porto-de-abrigo. Por muito boas que possam ser as instituições de acolhimento, estas não poderão nunca substituir uma família. E ter uma família deve ser um direito de todas as crianças.

Infelizmente também concordo que nem todos os pais têm a possibilidade, ou até mesmo a capacidade, de criar os seus filhos e de lhes proporcionar as condições para que estes cresçam num ambiente familiar seguro. Mas isso fica a dever-se sobretudo aos constrangimentos das suas vidas, que por motivos económicos, sociais, de saúde, ou outros, os impossibilita de tão nobre tarefa. Acredito que nunca, mas nunca, unicamente como consequência da sua orietnação sexual, um ser humano seráa pior mãe ou pior pai, pois o amor parental é talvez o mais forte sentimento que nos pode unir a outra pessoa, o qual nasce e se fortalece com os cuidados, atenção, carinho e presença diária na vida dos filhos, independentemente do nosso sexo ou do sexo do nosso parceiro.



 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Retratos do fim-de-semana!

 
 
 
 
 
 
 











 





 

Sabrinas de Cortiça

Momento lamechas: tenho as melhores amigas do mundo que me fazem surpresas destas!




Umas sabrinas de cortiça personalizadas e com o detalhe da referência à minha terra! Muito obrigada, especialmente àquela que está mais longe, mas sempre presente nos momentos importantes. :)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Estou ficando velha, estou ficando louca….


Nunca gostei muito do meu dia de aniversário. Quer dizer, eu gosto de fazer anos, só não faço é muita questão em festejar. Ou pelo menos não fazia. Isto até chegar à bela idade de 30 anos. Nesse ano, e ao contrário de muita gente que conheço que se horroriza com a ideia de ficar velho, estava tão contente por fazer 30 anos, que fiz uma das maiores festas de aniversário da minha vida! E que bom que foi! E que bem me trataram os meus amigos! Um aniversário que ficará para sempre na minha memória, na caixinha das boas recordações. J

Hoje acabo por chegar à conclusão que para além de ser bom fazer anos é igualmente importante e muito bom festejar. Afinal trata-se de celebrar a vida! E a vida tem tantas coisas boas para celebrarmos. 

A idade ensina que é bom termos de nos confrontar com as dificuldades, as desilusões e os constrangimentos da vida, que se assim não fosse, não poderíamos crescer, definirmos como pessoas, apreender aquilo a que devemos dar valor e subvalorizar o que não interessa; que se assim não fosse talvez nem valesse a pena. Por vezes dói e outras vezes dói mesmo muito, mas apesar de ser um lugar-comum, a verdade é que o sol nasce mesmo todos os dias e com ele toda a vida e as suas infinitas possibilidades se nos apresentam à espera que nós as agarremos.

Pois é hoje sou mais velha, mas também sou mais eu, de bem comigo e com os outros, num caminho de aprendizagem diária que me leva a querer celebrar a vida. Vou cair muitas vezes, pois vou, talvez me arrependa algumas, também, mas hei de acertar outras tantas e nos ziguezagues deste percurso espero encontrar a minha verdade.

Mallu Magalhães - Velha e Louca

Frases que me inspiram



“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar.
Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota”

Madre Teresa de Calcutá




quarta-feira, 8 de maio de 2013

Maio Maduro Maio





“… Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores…”








Chega Maio, o mês das flores, o mês do trabalhador, o mês dos amigos, dos comparsas, o meu mês. Sê bem-vindo, meu Maio querido! Que bem chegas e como é bom receber-te!









segunda-feira, 6 de maio de 2013

Elogio à mulher


Apesar de ser uma campanha publicitária, com uma estratégia de marketing pensada de forma bastante inteligente, a qual leva à divulgação crescente da marca, não deixa de ser um bonito elogio à mulher, uma campanha lindíssima que valoriza as mulheres “reais” e não os modelos baseados em estereótipos e ideais de beleza tantas vezes inalcançáveis e até irreais. Adorei e penso mesmo que esta campanha irá contribuir para muita subida de autoestima!
A beleza feminina está na singularidade de cada mulher!




Mãe!





Gosto das tuas mãos frias.
Gosto quando te entusiasmas a falar comigo, quando contas as histórias do cão, do mano, das vizinhas, do mercado, da vila. São os momentos em que te vejo entusiasmada com a vida.
Gosto de te ouvir a falar com as flores, com o “bolinhas” e de te ouvir cantar quando varres o quintal. Como gosto de te ouvir cantar!
Gosto das tuas fatias de ovo aos domingos de manhã, do bolo de bolacha, do arroz doce e dos jantares de grão.
E até gosto quando me ralhas por ser gulosa e me dizes que não é assim que emagreço.
Gosto de te irritar com muitos beijos na cara e no pescoço e de te apertar contra mim, porque sei que como eu és um bocado resistente aos carinhos, mas que no fundo adoramos receber mimos.
Gosta da mulher que és, da força que tens dentro de ti, da lutadora que sempre tens sido, dos exemplos que nos dás, do amor que nos tens e de saber, ter a certeza, que dás a vida por nós.
Não gosto do teu ar cansado, das rugas que te assinalam a dor, do desânimo que te persegue e rouba a alegria.
Não gosto que digas que és velha e que já não tens idade seja para o que for.
Não gosto quanto te ouço chorar.
Não gosto quanto sinto que queres desistir.
Não gosto quando não consigo fazer com que abraces a vida na sua plenitude.
Acredita, assim como tu te dás e vives por nós, nós estaremos sempre aqui para ti e por ti. Apesar das divergências e incompreensões seremos sempre uma família e tu a nossa rainha, a nossa pessoa e a nossa força.



 
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