Durante todo este fim-de-semana tenho
ouvido e lido noticias, reportagens e artigos de opinião sobre o direito ou não
de adoção por parte dos homossexuais. Isto tudo a propósito do decreto de lei
que foi aprovado na passada sexta-feira, o qual permite a coadoção por parte
dos casais homossexuais, ou seja, a possibilidade de um dos elementos do casal
poder adotar os filhos do seu conjugue. Não tendo sido “ainda” aprovada a
possibilidade plena de adoção por estes casais, este foi um pequeno, mas importante
passo, o qual não nos esqueçamos “passou” na Assembleia com apenas 99 votos a
favor, contra os 94 contra.
Esta votação é exemplificativa da
mentalidade de uma parte da nossa sociedade. Quero muito acreditar que essa
parte é cada vez mais diminuta e que nos estamos, pouco a pouco, a soltar das
amarras dos preconceitos e de uma certa visão pobre, mesquinha e pequenina do
mundo. Mas depois deparo-me com coisas como esta e fico incrédula, com o
coração apertado e quase (mas só por uns momentos) me apetece desistir de acreditar.
Entre outras coisas, o texto diz
assim:
3 - Crianças que foram privadas, por exemplo, do cuidado materno durante longos períodos de tempo na fase precoce das suas vidas, revelaram em geral menor capacidade de sentir e de se emocionarem, tendem a criar relações superficiais, a mostrar tendências antissociais e são mais hostis ao longo do seu crescimento.
3 - Crianças que foram privadas, por exemplo, do cuidado materno durante longos períodos de tempo na fase precoce das suas vidas, revelaram em geral menor capacidade de sentir e de se emocionarem, tendem a criar relações superficiais, a mostrar tendências antissociais e são mais hostis ao longo do seu crescimento.
4 - Os pais têm talentos específicos. São bons a disciplinar, a brincar e a levar as crianças a enfrentar desafios. São modelos a seguir para as crianças. A sua presença em casa protege a criança do medo e fortalece a capacidade da criança para se sentir segura. A vasta investigação cientifica sobre os graves problemas psíquicos, académicos e sociais nos jovens criados em famílias sem um dos pais demonstraram a importância da sua presença em casa para um desenvolvimento saudável.
10 - Privar
deliberadamente uma criança da possibilidade de ter um pai e uma mãe magoa e
faz mal à criança. As crianças adoptadas, em geral, vivenciam traumas de
abandono precoce, na fase inicial das suas vidas e, devem ser protegidas de um
trauma adicional como seria esta cruel experiência social.”
Abel Matos Santos
Psicólogo Clínico e Sexologista
Pois bem, não sou psicóloga, nem sexista, e também não sou mãe, mas a minha experiência como filha, mulher e sobretudo como ser humano leva-me a acreditar que não se deve é privar uma criança de amor; de carinho; de um lar onde esta se sinta em segurança, onde se sinta integrada, parte do núcleo familiar. Não se deve privar uma criança da possibilidade de ter uma familia, um pai, uma mãe, dois pais, duas mães, um adulto ou adultos a que esta possa chamar se seus, que a protejam, que lhe proporcionem uma vida e um crescimento em segurança, que a eduquem, que lhe transmitam valores e que ela tenha sempre como exemplo e como porto-de-abrigo. Por muito boas que possam ser as instituições de acolhimento, estas não poderão nunca substituir uma família. E ter uma família deve ser um direito de todas as crianças.
Infelizmente também concordo que nem todos os pais têm a possibilidade, ou até mesmo a capacidade, de criar os seus filhos e de lhes proporcionar as condições para que estes cresçam num ambiente familiar seguro. Mas isso fica a dever-se sobretudo aos constrangimentos das suas vidas, que por motivos económicos, sociais, de saúde, ou outros, os impossibilita de tão nobre tarefa. Acredito que nunca, mas nunca, unicamente como consequência da sua orietnação sexual, um ser humano seráa pior mãe ou pior pai, pois o amor parental é talvez o mais forte sentimento que nos pode unir a outra pessoa, o qual nasce e se fortalece com os cuidados, atenção, carinho e presença diária na vida dos filhos, independentemente do nosso sexo ou do sexo do nosso parceiro.
Abel Matos Santos
Psicólogo Clínico e Sexologista
Pois bem, não sou psicóloga, nem sexista, e também não sou mãe, mas a minha experiência como filha, mulher e sobretudo como ser humano leva-me a acreditar que não se deve é privar uma criança de amor; de carinho; de um lar onde esta se sinta em segurança, onde se sinta integrada, parte do núcleo familiar. Não se deve privar uma criança da possibilidade de ter uma familia, um pai, uma mãe, dois pais, duas mães, um adulto ou adultos a que esta possa chamar se seus, que a protejam, que lhe proporcionem uma vida e um crescimento em segurança, que a eduquem, que lhe transmitam valores e que ela tenha sempre como exemplo e como porto-de-abrigo. Por muito boas que possam ser as instituições de acolhimento, estas não poderão nunca substituir uma família. E ter uma família deve ser um direito de todas as crianças.
Infelizmente também concordo que nem todos os pais têm a possibilidade, ou até mesmo a capacidade, de criar os seus filhos e de lhes proporcionar as condições para que estes cresçam num ambiente familiar seguro. Mas isso fica a dever-se sobretudo aos constrangimentos das suas vidas, que por motivos económicos, sociais, de saúde, ou outros, os impossibilita de tão nobre tarefa. Acredito que nunca, mas nunca, unicamente como consequência da sua orietnação sexual, um ser humano seráa pior mãe ou pior pai, pois o amor parental é talvez o mais forte sentimento que nos pode unir a outra pessoa, o qual nasce e se fortalece com os cuidados, atenção, carinho e presença diária na vida dos filhos, independentemente do nosso sexo ou do sexo do nosso parceiro.


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