Bom sábado!
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Rua da Emenda - António Zambujo
Não consigo pensar em melhor forma de
começar este fim-de-semana do que na viagem que vou fazer hoje ao final do dia
ao som do novíssimo álbum do António Zambujo.
Não resisti, e numa ida à Baixa à hora
de almoço, passei pela Fnac e comprei o Rua da Emenda. Acho que nunca tinha
comprado um CD no dia do seu lançamento nas lojas.
Só mesmo um alentejano para
me convencer assim à primeira. J
Mesmo porque nas palavras de JoãoCobern, neste Rua da Emenda:
«António Zambujo não tem emenda, e só assim
se percebe que tenha conseguido reconstruir, com varandas e claraboias, com
calçada portuguesa, com pátios interiores e jardins exteriores, com quintais
floridos, com janelas soalheiras e, sobretudo, com portas abertas a todos, a
Rua da Emenda.»
Bom fim-de-semana.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Retratos de mulheres Guineenses
Na vida tenho tido o privilégio de fazer
algumas viagens, de conhecer lugares magníficos, únicos, sítios que tantas
vezes me prendem desde o primeiro minuto e que parecem não querer abandonar-me
mais. Mas, para além dos lugares, são as pessoas que me marcam, as histórias de
vidas que apesar de passarem por mim levemente, solidificam a minha consciência
de um mundo cada vez mais interligado, com progressos e desenvolvimentos
extraordinários, mas onde os simples gestos das rotinas do dia-a-dia ainda podem ser
um desafio.
Histórias de vida que me têm ensinado a gratidão, que me inspiram a
não desistir, a lutar pela concretização dos nossos objetivos, que me relembram
que a vida é um complexo enredo de desafios e conquistas, mas que vale sempre a
pena sonhar. Histórias de mães, de esposas, de chefes de família, de
trabalhadoras, de líderes comunitárias, de mulheres força, exemplos que me
fazem sentir pequenina, com tanto mundo ainda por aprender, mas honrada por ter
as suas vidas como inspiração.
Esta é a minha pequena homenagem, com um carinho muito especial para as mulheres guineenses.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Alentejo, Alentejo
Para além da cor dos olhos, do cabelo,
da pele, se somos mais altos ou baixos, acredito que existem traços que nos
definem, que nascem connosco. Traços de personalidade, de postura, de maneiras
de ser e estar, que depois vamos aprimorando ou mudando ao longo da vida. Características
que cultivamos ou que, por já não nos identificarmos com elas, abandonamos e
tentamos esquecer.
Pensava nisto após ter ido ver o
documentário do Sérgio Tréfaut, Alentejo, Alentejo. Não sei se sou do Alentejo
ou se o Alentejo é de mim. Mas a minha verdade é que cada vez que faço a viagem
para sul de regresso a casa; que ouço alguém falar (ou melhor, falando) com
aquele sotaque tão nosso; que sinto os aromas e sabores da minha terra; que
tenho o aconchego do fogo na casa da minha mãe ou sinto o calor do final de uma
tarde de verão sentada no poial da rua, a sensação de paz e tranquilidade é
tanta, que transborda do peito. Esta é uma paixão, ou melhor um amor, daqueles
que a cada reencontro nos continua a dar borboletas no estomago e friozinho na
barriga.
E fico assim, enternecida e
nostálgica, mas cheia de orgulho, quando ouço o António Zambujo a apresentar os
cantadores de Vila Nova de São Bento no Coliseu, com a frase “senhores e senhoras, apresento-vos o meu
Alentejo”, quando vi este documentário numa sessão de cinema de Domingo à
tarde ou quando ouço um dos grupos de cantadores da minha terra na Casa do
Alentejo em Lisboa.
Independentemente da genuinidade, da
tamanha identificação, o facto é que este é um documentário das gentes da minha
terra, um documentário que vale a pena ver, que levanta um pouco o véu da
riqueza cultural e social do Alentejo e que espero que vos motive a querer
conhecer mais!
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Recomeçar
«Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...»
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...»
Miguel
Torga
No meu último dia do 12º ano, a minha
professora de português ofereceu-me numa folha de papel envelhecido este poema
do Miguel Torga. Ainda hoje o tenho afixado no meu quarto, para não me esquecer
nunca que estamos sempre a tempo de recomeçar, que nos podemos enganar, mas
também podemos sempre voltar atrás, que o caminho que construirmos, com avanços
e recuos, com curvas e linhas retas, será o nosso e que a capacidade de sonhar
e concretizar os nossos sonhos constrói a aventura da vida.
Este meu cantinho é um projeto
pessoal, mas também por isso é um desabafo, um reflexo daquilo que sou, do que gostava
de construir e daquilo que efetivamente consigo fazer, e como todos nós, como
todos os nossos caminhos individuais, também ele é feito de alterações de
personalidade, de diferentes posturas perante a vida, de mudanças, de
desistências e de recomeços.
Para que cada vez também ele seja mais
meu!.
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