segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
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terça-feira, 9 de junho de 2015
A questão das supermulheres ou a nossa sociedade com mentalidade ainda dividida por género?
Porque muitas de nós continuam a querer ser supermulheres e porque, tristemente, a nossa sociedade ainda tem uma mentalidade dividida pelo género, quando deviamos apenas agir e ser considerados enquanto individuos, independentemente de sermos homens ou mulheres.
«Nem a mais super das supermulheres pode levar as crianças à escola, atender os clientes no escritório, ir à hora do almoço ao cabeleireiro, voltar ao escritório onde a espera sempre um problema urgente, fazer compra...s num destes modernos supermercados decorados a néon, ler umas páginas de Kant antes de mudar as fraldas do pimpolho, dar um retoque na maquilhagem, telefonar a três "babysitters" antes de arranjar uma, ir ao restaurante jantar com os amigos do marido, discutir a última crise governamental e satisfazer as fantasias sexuais democraticamente difundidas pelos canais de televisão. Estou a falar, note-se, de mulheres socialmente privilegiadas. A vida das pobres é um inferno sem as consolações de que as suas irmãs de sexo, apesar de tudo, usufruem.»
sábado, 30 de maio de 2015
Sábado é dia de Feira da Ladra
Numa manhã de Sábado deste mês de
maio, manhãs que ultimamente mais parecem manhãs de agosto, acordei cedo e
rumei até à feira da ladra. Mesmo sem intenções de comprar nada, consigo
perder-me por horas neste lugar tão peculiar, nesta feira cheia de tesouros e
histórias, por onde deambulo por entre quinquilharias, roupas, brinquedos,
sapatos, móveis, eletrodomésticos e toda uma pequena multidão de vendedores,
artistas de rua, jovens que vendem as suas roupas usadas, hippies a vender “space
cakes” e touristas a passar em tuk tuk , com escaldões de primavera e máquina fotográfica na mão.
Uma feira onde podemos encontrar
desde as peúgas aos molhos e em promoção, às mascaras africanas, aos produtos
gourmet e regionais no mercado de Campo Santana e aos cães de loiça para
guardar a entrada de uma qualquer vivenda portuguesa.
E depois temos os meus preferidos,
os tesouros com história, ou seja, as velharias, onde a minha imaginação ganha
assas e por vezes até delira. Em que cozinhas ou salas de jantar terão servido
aquelas loiças? Imagino senhoras bem vestidas a beber um chá num qualquer final
de tarde, enquanto desabafam das maleitas da idade ou das “questões familiares”.
Quem terá sido a dona daqueles sapatos e que meninos terão brincado com tantos
carrinhos?
Descubro um carrinho de bebé
talvez com mais de um século e fico a pensar no bebé que deve ter crescido, constituído
uma família com história, história que levou a que aquele carrinho estivesse
ali, à venda numa rua do Campo Santana. Talvez essa família tenha viajado, com
uma mala de cartão como a que está mesmo ao lado do carrinho, e deixado os seus
bens para trás…
sexta-feira, 29 de maio de 2015
O tempo de Pietro
Neste mundo de prazos, datas
limite, calendários e horários sempre apertados, em que andamos constantemente
a correr, a querer responder a todas as solicitações, a tentar chegar a todo o
lado, nesta vida em que o “tempo” nos parece escapar entre as mãos, por vezes encontramos sonhadores, personagens reais, mas que mais parecem sair diretamente de
um qualquer conto infantil.
Personagens como o Pietro, que ao
subirmos as escadas no centro da livraria Ler Devagar, nos convida a ouvir as
suas histórias, a conhecer as suas criações e a entrar no seu tempo de sonho. Não
é fácil descrever o tempo de Pietro, um tempo de um homem com olhos e sonhos de
menino, que nos convida a viajar na sua máquina do tempo, a conhecer El
Mosquito Loco, o Lopez ou a história dos dois corações desencontrados, no fado
do amor.
As criações e o mundo de Pietro,
ao contrário do que alguém um dia lhe disse, produzem algo incrivelmente
valioso e cada vez mais raro nos nossos dias: sonhos. Permitem-nos entrar num
mundo de magia, relembram-nos a importância de sonhar, na certeza que um dos
nossos bens mais preciosos é o tempo.
«Desejo-te tempo!
Não te desejo um presente qualquer,
Desejo-te somente aquilo que a maioria não
tem
Tempo, para te divertires e para sorrires;
Tempo para que os obstáculos sejam sempre
superados.
E muitos sucessos comemorados
Desejo-te tempo para planeares e realizares,
Não só para ti mesmo, mas também para doá-lo
aos outros.
Desejo-te tempo, para não teres pressa e
correr,
Mas tempo para te encontrares a ti mesmo
Desejo-te tempo, não só para passar ou para vê-lo
no relógio
Desejo-te tempo para que fiques;
Tempo para te encantares e tempo para
confiares em alguém
Desejo-te tempo para tocares as estrelas,
E tempo para cresceres, para amadureceres.
Desejo-te tempo para aprenderes e acertares,
Tempo para recomeçares, se fracassares
Desejo-te tempo também para poderes voltar
atrás e perdoares
Para teres novas esperanças e para amar
Não faz mais sentido protelar
Desejo-te tempo para seres feliz
Para viveres cada dia, cada hora como um
presente.
Desejo-te tempo, tempo para a vida.»
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Rua da Emenda - António Zambujo
Não consigo pensar em melhor forma de
começar este fim-de-semana do que na viagem que vou fazer hoje ao final do dia
ao som do novíssimo álbum do António Zambujo.
Não resisti, e numa ida à Baixa à hora
de almoço, passei pela Fnac e comprei o Rua da Emenda. Acho que nunca tinha
comprado um CD no dia do seu lançamento nas lojas.
Só mesmo um alentejano para
me convencer assim à primeira. J
Mesmo porque nas palavras de JoãoCobern, neste Rua da Emenda:
«António Zambujo não tem emenda, e só assim
se percebe que tenha conseguido reconstruir, com varandas e claraboias, com
calçada portuguesa, com pátios interiores e jardins exteriores, com quintais
floridos, com janelas soalheiras e, sobretudo, com portas abertas a todos, a
Rua da Emenda.»
Bom fim-de-semana.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Retratos de mulheres Guineenses
Na vida tenho tido o privilégio de fazer
algumas viagens, de conhecer lugares magníficos, únicos, sítios que tantas
vezes me prendem desde o primeiro minuto e que parecem não querer abandonar-me
mais. Mas, para além dos lugares, são as pessoas que me marcam, as histórias de
vidas que apesar de passarem por mim levemente, solidificam a minha consciência
de um mundo cada vez mais interligado, com progressos e desenvolvimentos
extraordinários, mas onde os simples gestos das rotinas do dia-a-dia ainda podem ser
um desafio.
Histórias de vida que me têm ensinado a gratidão, que me inspiram a
não desistir, a lutar pela concretização dos nossos objetivos, que me relembram
que a vida é um complexo enredo de desafios e conquistas, mas que vale sempre a
pena sonhar. Histórias de mães, de esposas, de chefes de família, de
trabalhadoras, de líderes comunitárias, de mulheres força, exemplos que me
fazem sentir pequenina, com tanto mundo ainda por aprender, mas honrada por ter
as suas vidas como inspiração.
Esta é a minha pequena homenagem, com um carinho muito especial para as mulheres guineenses.
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