sábado, 30 de maio de 2015

Sábado é dia de Feira da Ladra


Numa manhã de Sábado deste mês de maio, manhãs que ultimamente mais parecem manhãs de agosto, acordei cedo e rumei até à feira da ladra. Mesmo sem intenções de comprar nada, consigo perder-me por horas neste lugar tão peculiar, nesta feira cheia de tesouros e histórias, por onde deambulo por entre quinquilharias, roupas, brinquedos, sapatos, móveis, eletrodomésticos e toda uma pequena multidão de vendedores, artistas de rua, jovens que vendem as suas roupas usadas, hippies a vender “space cakes” e touristas a passar em tuk tuk , com escaldões de  primavera e máquina fotográfica na mão.
 
 
 

 

Uma feira onde podemos encontrar desde as peúgas aos molhos e em promoção, às mascaras africanas, aos produtos gourmet e regionais no mercado de Campo Santana e aos cães de loiça para guardar a entrada de uma qualquer vivenda portuguesa.
 
 
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E depois temos os meus preferidos, os tesouros com história, ou seja, as velharias, onde a minha imaginação ganha assas e por vezes até delira. Em que cozinhas ou salas de jantar terão servido aquelas loiças? Imagino senhoras bem vestidas a beber um chá num qualquer final de tarde, enquanto desabafam das maleitas da idade ou das “questões familiares”. Quem terá sido a dona daqueles sapatos e que meninos terão brincado com tantos carrinhos?

 


 


Descubro um carrinho de bebé talvez com mais de um século e fico a pensar no bebé que deve ter crescido, constituído uma família com história, história que levou a que aquele carrinho estivesse ali, à venda numa rua do Campo Santana. Talvez essa família tenha viajado, com uma mala de cartão como a que está mesmo ao lado do carrinho, e deixado os seus bens para trás…
 

 

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