quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ovibeja - "Todo o Alentejo deste Mundo"!

Não posso deixar passar o dia sem fazer referência ao 30ª aniversário da Ovibeja. Aquela que já se tornou um marco da região, que promove o Alentejo, mas vai muito para além disso! Um evento que encarna o espírito do povo alentejano, com todas as suas vivências e cultura!




"A Ovibeja é uma feira agrícola. Da produção. Mas também da transformação, dos serviços, uma mostra institucional, um centro de negócios, de apresentação e discussão dos temas da actualidade. É uma feira das pessoas. Construída e vivida por quem nela participa. 

A Ovibeja é uma feira diferente. Sem preconceitos. De todas as idades. Da diversidade do campo. Das diferentes expressões da cidade. Ergue-se com respeito à mais pura ruralidade, mas constrói-se de modernidade, numa paleta de todas as cores. A Ovibeja é a construção do sonho. “Todo o Alentejo deste Mundo”!"

De 24 a 28 de Abril.
Beja

terça-feira, 23 de abril de 2013

A comida dos dias vagarentos

O fim de semana já passou, mas este sol e calorzinho com cheiro a Verão da hora de almoço faz-me viajar para as horas do "dolce fare niente" e fico para aqui a divagar pelas esplanadas, passeios ao ar livre, na semana que só tem três dias e na comida de conforto dos dias mais vagarentos.

O bolo de requeijão, com receita de mamãe!





 E a tarte salgada tão tipica dos domingos!





sexta-feira, 19 de abril de 2013

Fado (do Povo) Alado



Sou o chão do Alentejo,
De ferro é o meu beijo,
Tão quente como a Liberdade, 
E se não trago saudade
É porque vives deitado
Num Amor que não está parado,
Sou um Comboio de Fado,
Sou um Comboio de gente.

Não há Amor com mais tamanho,
Que este Amor por ti eu tenho,
Voo de pássaro redondo,
Que não aporta no beiral.
Não há Amor que mais me leve,
Que aquele em que se escreve,
Ai... Lume brando,
Paz e fogo,
E a Luz final.

Não existem muitas palavras para descrever este poema, esta música! Apenas ouvi-lo, senti-lo, ter a certeza que é tão nosso, tão meu! Como diria uma amiga minha é daquelas coisas que nos "enchem a alma"!

Bom fim de semana!


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Crónicas de um fim de semana ensolarado

Sexta-feira à noite, tempo de descontrair, de esquecer os melodramas da semana de trabalho, partir para sul, para o sol e para o calor de uma Primavera tardia, mas que finalmente parece ter chegado. Haverá momento da semana mais desejado do que uma sexta ao final da tarde??? E quando esta nos trás a surpresa de um jantar num sítio desconhecido, a ansiedade da novidade que se transforma numa agradável descoberta, não pode ser mais perfeito. Pois foi assim a minha experiência no Restaurante Veneza, num jantar não programado que surge após uma viagem até ao Algarve.
O Veneza, uma casa com 30 anos, ali para os lados de Paderne, oferece-nos uma ementa com os mais variados petiscos do barrocal algarvio. Mas, na minha opinião o que o distingue mesmo é a sua garrafeira. Os amantes da bebida de Baco não têm como não ficar maravilhados com as paredes da garrafeira do restaurante, na qual passei longos minutos a revisitar e descobrir velhos e novos néctares.





Perante tanta escolha, a seleção caiu num Papa Figos 2011, da Casa Ferreirinha, o qual acompanhou o prato do dia, coelho à caçador. Se à comida e à simpatia da casa só podemos fazer elogios, que dizer do Papa Figos, inspirado na ave migratória que procura o Douro na Primavera! Um vinho produzido com a partir das castas Tinta Roriz, Touriga França, Touriga Nacional e Tinta Barroca, que me encanta pela sua cor rubi escura, aroma a madeira, que se prolonga na boca e com taninos marcados. Na minha leiga opinião um vinho com presença e que me agrada bastante.


O Sábado foi preenchido por passeios à beira-mar, visitas a amigos, e muita preguiça da boa. Destaque para um almoço tardio na praia (tão bom!!) onde a ementa foi o bom do peixe grelhado, desta vez regado com tinto Herdade do Rocim 2009. Confesso que gostei mais do Papa Figos, mas há coisas que talvez até seja pecado comparar. Este é uma das referências a reter dos vinhos alentejanos, feito a partir das castas Syrah, Touriga Nacional, Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, com uma textura suave e taninos leves, foi uma agradável companhia numa esplanada já com cheirinho a Verão.





Do resto do fim de semana destaca-se a saída da toca com o fim do Inverno, numa tranquilidade ao ar livre, que terminou com um jantar reconfortante no regresso a casa já em Lisboa.


domingo, 14 de abril de 2013

A clarividência da felicidade

Na carruagem do comboio que transporta pessoas ensonadas, com o cansaço de mais um fim de final de semana, olho pela janela e vejo correr a paisagem, pensando que vejo passar a minha vida!
São tantas as vezes que me sinto atormentada com esta sensação, este pânico de vida a fugir. Estranhamente parece fácil agarrá-la, vive-la, estar sempre lá! Mas existe esta força interior que me impele, que me retrai e me condiciona. Não sei explicá-la, mas por momentos tenho a certeza que tenho de vence-la. Mesmo porque ela existe dentro de mim, eu, sou eu que a alimento e me sufoco neste questionamento infindável. Que bom seria ter a clarividência de não questionar a felicidade!!! Talvez seja possível, quem sabe com a tua ajuda!



As minhas dualidades

Sexta-feira : Vejo os campos, a infinitude do horizonte, sinto o cheiro das estevas, e tenho aquele friozinho na barriga que me diz que estou em casa.

Domingo : Passo a ponte, olho Lisboa, percorro o labirinto das ruas e sei também que cheguei a casa.




Dualidades. Pintor Vitor Lopes Esteva (Mexico)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sugestão para o fim de semana


Com o regresso do bom tempo (será que é para ficar?) nada melhor do que ir para sul, onde a infinita planície nos trás a tranquilidade e os momentos de introspeção tão necessários para o nosso bem-estar, revigorando-nos para enfrentar a agitação do dia-a-dia.
Se à calma do querido Alentejo juntarmos momentos de beleza única, onde belas sonoridades e a magnificência dos lugares sagrados nos alimentam a alma, tanto melhor.
Por isso minhas gentes, hoje proponho-vos o mais importante festival de música sacra do país. A 9ª edição do Festival Terras Sem Sombra tem a sua abertura amanhã à noite, na Igreja de Santo Ildefonso, em Almodôvar.





“O arranque faz-se com um título promissor, “Arquitecturas do Espírito”, que evoca uma das marcas distintivas do Festival: associar os mais belos monumentos religiosos do Alentejo meridional às grandes páginas da música sacra, antiga e contemporânea, através da interpretação de alguns dos melhores intérpretes da atualidade, nacionais e estrangeiros.

Raquel Alão, soprano portuguesa, e Marifé Nogales, mezzosoprano espanhola, duas vozes já reconhecidas nos palcos europeus, e o Concerto Moderno, orquestra de cordas dirigida por César Viana, trazem à alma mater almodoverense um programa de exceção: o Adagio e Fuga, K. 546, de W. A. Mozart, o Requiem de Takemitsu, e o Stabat Mater, de Pergolesi”



quinta-feira, 11 de abril de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Desabafos de uma funcionária pública

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É verdade, faço parte dessa tribo, desse grupo de privilegiados, que vivem à custa do Estado, dos dinheiros públicos, das contribuições de todos os portugueses.
Os funcionários públicos, atual bode expiatório preferido da nação, principais sanguessugas da despesa pública, verdadeiros parasitas que vivem a pintar as unhas ou jogar solitário pelas repartições e que se torna obrigatório exterminar para que o país possa voltar a viver tranquilamente na sua paz solarenga e bonacheirona!
Claro que concordo que se torna imperativo fazer uma reforma na Administração Pública do Estado (central e local); que muito provavelmente existem funcionários públicos a mais; que muitos dos departamentos da administração do Estado são verdadeiros reinozinhos, onde  as chefias intermédias (um dia ainda faço um post só sobre as chefias da AP J) põem e dispõem e impedem que qualquer progresso, eficiência ou melhoria nas metodologias de trabalho sejam implementadas com sucesso, pois isso significaria o fim do seu pequeno feudo; que as avaliações de desempenho continuam a ser feitas de acordo com critérios como a antiguidade, a simpatia ou o baixar a cabeça perante os superiores, não se valorizando a verdadeira competência e empenho dos colaboradores; que a “velha” administração pública (o que não significa propriamente os funcionários mais velhos) ainda acha que o importante é picar o ponto das 9 às 5, conseguir “enganar” o chefe a fingir que se trabalha e não ser muito eficiente, nem dar nas vistas, senão os processos caiem-nos todos em cima! Sim, tudo isto é verdade! E a culpa, a culpa não sei, mas cá me parece que não morre solteira! A mim, cá me parece que atrás dos chefezinhos feudais, se encontram os pequenos ou grandes barões que, administração atrás de administração, parecem não ter coragem, ou será interesse, em mudar as coisas.
Mas neste cenário também acredito que existem funcionários verdadeiramente empenhados, que acreditam na verdadeira noção de serviço público, que se entregam às suas funções e desempenham as suas competências com brio, tendo a clara noção que estão ao serviço dos outros, ao serviço do cidadão e que aquilo que fazem é importante e necessário para o bem-estar da sociedade. Foi com esta noção de serviço público que entrei para a Administração Central do Estado, noção que já vinha dos estudos em Ciência Política e Economia Pública, e que me fez avançar para um concurso público, estudando dias a fio e saindo bem-sucedida numa prova com muitos interessados e sem possibilidades de cunhas (através de testes anónimos de escolha múltipla). Não, não me aliciava o empregozinho certo no Estado, o lugar certo para a vida, mas sim o facto de trabalhar numa função pública, tendo a minha pequena contribuição para o funcionamento da nossa sociedade, sentindo-me realizada por isso. Claro que também queria um emprego, uma perspetiva profissional para a minha vida, o meu ganho pão! Mas não me parece que fosse só isso, nem isso o principal! Ingenuidade, talvez!! Mas o facto é que ainda hoje, apesar e depois de tudo acredito neste ideal! Quase 8 anos passados, depois de duas promoções, com cortes nas remunerações que me fazem receber menos hoje do que no início; com extinções e fusões de instituições; com partidas e chegadas de chefes e colegas; com oportunidades ganhas e outras perdidas, continuo a acreditar na noção de Serviço Público e na utilidade dos funcionários públicos para o bom funcionamento da comunidade.
Se têm regalias e privilégios em relação ao privado? Uns terão, outros nem por isso! O que eles, o que nós precisamos é que surjam verdadeiros dirigentes, líderes, governantes, que entendam o ideal e a importância do serviço público, o funcionamento e os meandros do funcionalismo público e que, principalmente, tenham a coragem para enfrentar certos poderes informais instituídos e fazer a reforma da Administração do Estado necessária e urgente. Talvez os serviços prestados pelos funcionários do Estado sejam então valorizados e deixe de ser necessário ter atenção a questão da equidade!!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sugestões para o fim de semana

Depois do regresso de Sócrates; da moção de censura de Seguro; da despedida de Relvas; da aguardada decisão do Tribunal Constitucional; dos autarcas que podem (ou afinal não podem?) ir mandar para outra freguesia, a sugestão que vos deixo neste país entroikado para um fim de semana que espero que pelo menos seja de Primavera é a leitura do Camilo Lourenço.


A minha biblioteca

Sempre achei as bibliotecas sítios fascinantes! Gosto de vaguear nos corredores, descobrir coisas novas, convites para novas leituras. Gosto daquele cheiro característico dos livros, o cheiro do papel, de me abstrair do lugar onde estou enquanto abro um livro e descubro novas vidas, outras formas de pensar, conceitos novos, lugares desconhecidos. Mas gosto sobretudo do silêncio respeitoso que se nos impõe assim que entramos na sala de uma biblioteca. Senhores, este é o lugar sagrado dos livros, aqui é vos oferecida a viagem do conhecimento, façam o favor de entrar, abram as vossas mentes e corações, mas prestem-nos a vossa homenagem com toda a vossa atenção, com o silêncio do retiro da leitura.
Mas julgo que as bibliotecas conseguem ainda ser sítios mais especiais nos lugares mais isolados e com menos acesso à informação e cultura do interior. Nas bibliotecas das pequenas vilas do nosso país podemos encontrar aquele livro que nos vai possibilitar viver/conhecer outras realidades, mas temos também um lugar de partilha, de encontro, de combate à dolorosa solidão que se entranha na pele das gentes esquecidas do interior do nosso país. Tenho mesmo ideia de um estudo de há uns anos atrás que demonstrava que os suicídios tinham diminuído na região a partir da altura em que a biblioteca de Beja tinha sido inaugurada.
Faz hoje 9 anos que a biblioteca da minha terra foi inaugurada. Uma biblioteca com quase 4000 leitores num concelho com cerca de 8 mil habitantes, que para além da disponibilização de obras literárias, periódicos, CD, DVD e acesso à internet, tem ainda um serviço de biblioteca itinerante pelas aldeias do concelho, não esquecendo as atividades que desenvolve para os mais novos.  
Parabéns e que venham muitos mais!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O Alentejo que ele traz na voz!

Uma amiga recordou-me que faz hoje precisamente um ano que fomos ver o António Zambujo à Pensão Amor, num míni concerto para os leitores da Time Out. O acesso a esse concerto veio na sequência da minha participação num concurso da revista, para onde enviei o texto que publico em baixo, uma brincadeira que revela um pouquinho de meu mundo.

Com a planície no coração
E acidade nos pés e no olhar
Dividida entre dois mundos
Duas diferentes formas de amar

Alma de alentejana
Carrega consigo a terra,
O moiral e as ovelhas no campo
O frio e o medronho da serra.

As velhas nas soleiras das portas
As noites estreladas de verão
Os moços que andam aos pássaros
O café preto e as migas daquele pão.

Os sapos e os grilos da ribeira
As modas dos homens nas vendas
Os pés aquecidos no fogo
E a aminha avó que me traz prendas.

Na Lisboa dos eléctricos
Dos bairros e das avenidas,
Das mercearias e dos shoppings
Das novas amigas tão queridas

Surge a companhia da Time Out
Que à quarta traz as novidades
E que agora com o António Zambujo
Une as minhas duas realidades.

Ele traz o Alentejo na voz
Como eu trago no coração
E com a ajuda da Time Out
Descubro Lisboa com emoção.

Deixo-vos uma das minhas preferidas, mas aconselho a que explorem mais, pois vale mesmo muito a pena! :)




terça-feira, 2 de abril de 2013

Acredita Portugal


A Associação Acredita Portugal é uma organização da sociedade civil, uma associação sem fins lucrativos que tem entre os seus objetivos “fomentar uma atitude positiva, criando um espaço para a formulação de projetos/sonhos e para a decisão informada de persegui-los; estimular a capacidade empreendedora dos portugueses, apoiando a realização dos seus Projetos”.

Esta Associação surge como uma lufada de ar fresco num país que se encontra quase que adormecido pelo pesado e viciante ar da crise, que teima em nos querer fazer acreditar que não é altura para inovações, aventuras, investimentos em novas ideias, projetos ou sonhos e sorte daqueles que tem o seu emprego certinho, das 9 às 5, pois o desemprego é um bicho papão que infelizmente tem assustado muita gente nos últimos tempos.

Esta é uma Associação de gente criativa, com garra, que não parece ter medo do futuro, que vai à luta, que sabe que pode cair, mas que a queda apenas será mais uma etapa no seu processo de aprendizagem, gente empreendedora e que, principalmente, acredita no nosso país, acredita em Portugal.

São os empreendedores que transformam ideias e conhecimento em valor para a sociedade e é de empreendedores e gente como a que está por detrás da Acredita Portugal que nós precisamos.

Entre as principais iniciativas desta Associação salientam-se o Clube de Empreendedores; as diferentes ações de formação organizadas pela Associação e os concursos de empreendedorismo, como o Concurso InovPortugal e o Concurso BES Realize o Seu Sonho.

No âmbito deste último apresentei um projeto que tinha há algum tempo, uma ideia que vinha a fermentar na minha cabeça, mas que achava que não teria muita viabilidade. A verdade é que o meu projeto passou algumas fases do concurso, chegando até 3 º Ronda de questões. Infelizmente não passou para os finalistas, mas a verdade é que num conjunto de mais de 6 mil candidaturas consegui ficar entre os cerca de 500 melhores (de acordo com as informações da Associação).

Posso não ter ganho o concurso, mas a Acredita Portugal comigo cumpriu a sua função, fez-me acreditar mais em mim, no valor dos meus sonhos e dos meus projetos e só veio reforçar a minha crença de que vale a pena, vale mesmo muito a pena acreditar e apostar no meu país, naquilo que é nosso, que é único e que se nós soubermos valorizar só temos a ganhar com isso. Afinal, esse também era o meu projeto! J Bem haja e obrigado Acredita Portugal !!!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Das colegas, as que levam bolos para o trabalho e aquelas que os comem!!!

Em conversas com amigos ou familiares tem surgido algumas vezes a temática das amizades no local de trabalho. E, por muito estranho que isso me pareça, não são poucas as pessoas que afirmam convictamente que não é possível, ou pelo menos é muito difícil, ter amigos verdadeiros entre os colegas de trabalho.
Não posso mesmo concordar com esta convicção ou ideia. Claro que cada caso é um caso, mas o facto é que o meu é bem especial. J Trabalho há quase oito anos na mesma instituição, julgo que cresci muito neste tempo; aprendi (mais ou menos) a perceber como é que funcionam as coisas num local de trabalho; ganhei competências; conheci realidades bem diferentes da minha; por vezes senti-me motivada, confiante, orgulhosa, outras vezes desiludida, impotente, triste; tive de engolir em seco algumas vezes, outras fui respondona; já ri muito e também tive vontade de chorar! Enfim, acho que amadureci! Mas de tudo, de tudo isto que veio com o meu emprego, o melhor mesmo foram, são as pessoas!
Tenho a sorte de ter entre os meus colegas pessoas que me inspiram todos os dias; que me motivam a levantar de manhã e ir trabalhar; que durante este tempo aprenderam a conhecer-me como poucos e são um dos principais suportes no meu dia-a-dia; que me ensinaram a ser mais tolerante, generosa, confiante, otimista e que me levam a arriscar mais e a abraçar a vida como ela merece. A elas devo o facto de acreditar que hoje sou uma melhor pessoa, mais realizada, de bem com a vida!
Mas a vida evolui e para alguns é tempo de abraçar novos desafios! O grupinho da partilha e do apoio mútuo vai ficando um pouquinho abalado, mas apenas pelo facto da presença física não ser a mesma que era dantes! Pois, quer aqueles que vão para fora, mas perto; quer os que ficam cá dentro, mas tão longe, estão sempre, sempre aqui, presentes na minha vida, no dia-a-dia das conquistas e dos contratempos; das provas de vinho e das exposições; dos devaneios culinários e das degustações; dos passeios e dos treinos, na rotina de todos os dias! Isto porque eu tenho a certeza, e sei que vocês também, os laços que nos unem são únicos e muito especiais! Que estes vossos novos desafios vos tragam mais e muitas experiências enriquecedoras, que a vida vos surpreenda positivamente todos os dias, que sejam felizes nas vossas novas funções. Boa sorte a até já! J

Fim-de-semana no meu Alentejo


Depois de uma viagem quase que detestável, com muita chuva na A2, e filas de trânsito sem fim, estou de regresso a Lisboa e o fim-de-semana de Páscoa dado por terminado. As tradições desta época já não são muitas na minha família, mesmo porque a família também já não é a mesma! Acaba por girar tudo um pouco à volta da comida, do cabrito, do folar com canela (já mais algarvio do que alentejano) e das amêndoas. Enfim, mais umas quantas razões para comer o que devo e o que não devo cada vez que vou para o Alentejo! É inevitável, lá não consigo manter-me fiel à dieta!

Na bagagem trago, para além do pão e das laranjas do farnel feito pela minha mãe, o coração apertado de mais uma despedida, mas a alma cheia por estes dias de paz e contacto com a terra. Que bem que me sabe recarregar baterias na minha vila! Nem a chuva consegue estragar as boas sensações de um fim-de-semana em casa, de brincadeiras com o meu cão; do aconchego do lume; da visão dos enchidos no fumeiro; dos patos a correr para a barragem; das flores da Primavera a darem o ar da sua graça; da ida à horta e os pés na terra lamacenta e das doidas das cabras que estavam presas devido ao mau tempo!


 
 







 
 
 
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