segunda-feira, 1 de abril de 2013

Fim-de-semana no meu Alentejo


Depois de uma viagem quase que detestável, com muita chuva na A2, e filas de trânsito sem fim, estou de regresso a Lisboa e o fim-de-semana de Páscoa dado por terminado. As tradições desta época já não são muitas na minha família, mesmo porque a família também já não é a mesma! Acaba por girar tudo um pouco à volta da comida, do cabrito, do folar com canela (já mais algarvio do que alentejano) e das amêndoas. Enfim, mais umas quantas razões para comer o que devo e o que não devo cada vez que vou para o Alentejo! É inevitável, lá não consigo manter-me fiel à dieta!

Na bagagem trago, para além do pão e das laranjas do farnel feito pela minha mãe, o coração apertado de mais uma despedida, mas a alma cheia por estes dias de paz e contacto com a terra. Que bem que me sabe recarregar baterias na minha vila! Nem a chuva consegue estragar as boas sensações de um fim-de-semana em casa, de brincadeiras com o meu cão; do aconchego do lume; da visão dos enchidos no fumeiro; dos patos a correr para a barragem; das flores da Primavera a darem o ar da sua graça; da ida à horta e os pés na terra lamacenta e das doidas das cabras que estavam presas devido ao mau tempo!


 
 







 
 

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