Depois de uma viagem quase que
detestável, com muita chuva na A2, e filas de trânsito sem fim, estou de
regresso a Lisboa e o fim-de-semana de Páscoa dado por terminado. As tradições
desta época já não são muitas na minha família, mesmo porque a família também
já não é a mesma! Acaba por girar tudo um pouco à volta da comida, do cabrito,
do folar com canela (já mais algarvio do que alentejano) e das amêndoas. Enfim,
mais umas quantas razões para comer o que devo e o que não devo cada vez que
vou para o Alentejo! É inevitável, lá não consigo manter-me fiel à dieta!
Na bagagem trago, para além do
pão e das laranjas do farnel feito pela minha mãe, o coração apertado de mais
uma despedida, mas a alma cheia por estes dias de paz e contacto com a terra. Que
bem que me sabe recarregar baterias na minha vila! Nem a chuva consegue
estragar as boas sensações de um fim-de-semana em casa, de brincadeiras com o meu cão; do aconchego do lume; da visão dos enchidos no fumeiro; dos patos a correr para a barragem; das flores da Primavera a darem o ar da sua graça; da ida à horta e os pés na terra lamacenta e das doidas das cabras que estavam presas devido ao mau tempo!

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