quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"Ninguém sai donde tem paz"...




Encontrei este vídeo hoje no facebook! Por muito que queiramos ser positivos e enfrentar o dia-a-dia com otimismo, o facto é que a realidade é dura e tantos de nós têm de juntar todas as suas forças, saindo das suas zonas de conforto e lutando pela vida! É verdade, sinto um orgulho imenso nestes homens e mulheres que dignificam o nosso país e o ser português, mas também não consigo desfazer este nó na garganta de saber que lhe faltaram as oportunidades em Portugal.









quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O melhor do meu dia


Há algum tempo descobri o blogue da Catarina, nunca mais o larguei! Gosto de ir acompanhando, de vibrar com as conquistas, de me sentir solidária nos momentos menos bons; de sorrir para o ecrã do computador (ou até para o telemóvel) com algum momento mais carinhoso, mais bonito, mais genuíno; gosto da identificação nas pequenas coisas; sobretudo gosto da partilha e da inspiração que este mundo dos blogues me trouxe. Num primeiro momento apenas como leitora, mais tarde com este pequeno cantinho, que tenho vindo a trabalhar, sem a regularidade que gostaria, com alguma dificuldade em conseguir colocar todas as ideias e intenções de post cá para fora, mas que vai crescendo à minha medida e que já faz parte de mim.

Por tudo isto, quando vi este desafio sabia que era inevitável participar, a partilha dos bons, dos melhores momentos dos nossos dias contribui para o positivismo necessário no nosso dia-a-dia, para que possamos adormecer com um sorriso e acordar com vontade de abraçar a via e o mundo.

Assim, quer com fotos no instagram, ou pequenos apontamentos por aqui, o importante é ter a certeza que há sempre algo ou alguém que nos faz ter a certeza que hoje até foi um bom dia!

Hoje tive tempo para escrever e foi bom, pois é a escrever que tantas vezes faço as pazes comigo e com os outros! E vocês, o que foi o melhor do dia???


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Fontes de Inspiração!


Já uma vez tentei dar aqui início a uma espécie de rubrica, então intitulada “fontes de inspiração”, onde pretendia dar a conhecer alguns daqueles bons exemplos que felizmente persistem na política. Na verdade, nos últimos tempos parece ser cada vez mais difícil encontrar verdadeiras fontes de inspiração. Pelo contrário, florescem os exemplos mesquinhos, de quem vive da política e não para a política, onde os interesses e ganâncias pessoais se sobrepõem à defesa da coisa pública e o que verdadeiramente importa é manter a permanência no poder, tirar algum proveito pessoal dos cargos que se ocupa, explorar ao máximo o bem público, sem a mínima preocupação com a adoção de métodos de boa gestão, transparência, sustentabilidade e bem comum.
Perante isto, entramos numa era de desalento, desilusão e até alguma amorfia, a qual nos suga para o desinteresse, para o não querer saber, para o deixar andar, para o são todos iguais, com uma participação cívica e política cada vez mais diminuta e a defesa dos nossos interesses deixada nas mãos de quem se revela incompetente para tão grandiosa tarefa.
Confesso que, depois de algumas quedas, por breves momentos (muito breves mesmo!), esta também me chega a parecer uma opção aliciante, confortável mesmo. Para quê preocupar-me quando ninguém parece dar a devida importância? Quando há dias em que acordamos e temos a sensação de que os valores das pessoas andam todos trocados. Mas depois, a convicção que me guia confirma tudo aquilo em que acredito. E felizmente surgem exemplos, verdadeiras “fontes de inspiração” que me ajudam a ter a certeza que é meu dever continuar a trabalhar e dar o melhor de mim todos os dias.
 
Hoje trago o discurso de tomada de posse do Dr. Rui Moreira, eleito Presidente da Câmara Municipal do Porto nas últimas eleições autárquicas. Nele inspirou-me a sua postura humilde; o saber reconhecer e agradecer o trabalho feito pelo anterior executivo; a defesa do papel do poder local e da política de proximidade com os cidadãos; a transparência e frontalidade de assumir em pleno discurso de tomada de posse os acordos que pretende fazer com outras forças partidárias e o ter conseguido reunir à sua volta um consenso e admiração provenientes de vários campos ideológicos. Mérito de um movimento independente e mérito de um homem com uma atitude desinteressada na política, com provas dadas de sucesso profissional fora da atividade partidária e, principalmente, com uma enorme paixão pela sua cidade. Felizmente não está sozinho, felizmente existem outros tantos que diariamente trabalham em prol das suas comunidades. E que me inspiram, que me ensinam todos os dias que é possível!
 
 

«Mais do que as obras, mais até do que a exigência, o rigor e a transparência exemplares com que geriu os dinheiros públicos que lhe foram confiados, o Dr. Rui Rio deixa à Cidade do Porto e ao País um modelo de pedagogia democrática e cívica. Soube, como muito poucos, interpretar o sentido mais fundo do interesse público e da coisa pública. E, para isso, não hesitou quando quantas vezes foi necessário afrontar interesses instalados os mais vários, que procuravam capturar, em benefício próprio, o património que é, e só pode ser, de todos.
Acredito na importância nodal da descentralização e do poder autárquico, numa perspetiva que, afinal, é de modernidade e de adaptação necessária à evolução das nossas sociedades.

O poder local, e enquanto Presidente da Câmara nunca deixarei de o reivindicar, gere melhor e decide melhor. Por conseguinte, tem o direito e o dever de exigir mais competências, e tem o direito de reclamar mais meios, lá onde (como, por exemplo, na habitação social, no ensino e nas competências das polícias) já demonstrou que faz melhor e melhor promove o desenvolvimento. E faz além disso melhor porque, estando mais próximo das pessoas e dos Cidadãos, as sabe ouvir e cumpre aquilo que é a razão de ser primeira e última de qualquer poder público: servir os Cidadãos, melhorar a sua qualidade de vida, atender às suas necessidades e anseios legítimos.

Nestes tempos perturbados em que se ouvem vozes, nomeadamente do Governo, apelando às autarquias para que olhem para os recursos e criem condições para a instalação de mais empresas e mais emprego; nestes tempos perturbados em que nos dizem que as autarquias têm de reinventar a sua missão e que o desenvolvimento não pode ser um problema só do Poder central, é também necessário que essas vozes nos esclareçam, sem inúteis ambiguidades, se estão disponíveis para transferir novas competências para as autarquias, para que estas possam valorizar os seus recursos.»

Culpamos sempre o tempo!

Presente e infindável agitação, preencher dos pequenos e grandes vazios dos dias, preencher dos pequenos e grandes vazios da vida, a roda do círculo fechado das rotinas diárias!
Hora após hora, dia após dia, semana após semana, embrenhados nas urgentes e infindáveis listas de tarefas, compromissos importantes e agendas orgulhosamente preenchidas. Com a crescente sensação de que andamos para aqui todos a fazer de conta, alienação constante, sem tempo para parar, sem tempo para nós, para os outros, sem tempo para viver!
Cansada, muito cansada, farta mesmo, saturada da absorção numa vida mecanizada, sem sabor, sem a singularidade dos pequenos momentos que nos alimentam, que dão forças para continuar a acreditar, ter a certeza, que a vida é muito, é tanto, é imensa. A vida na sua maravilhosa multiplicidade de momentos, de cores, de sabores, de texturas, de lugares, de vivências, de pessoas. Uma imensidão que só faz sentido quando partilhada seja aqui, seja na preciosidade de um momento entre nós, aqueles que vão estar sempre por cá!
 
 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Do regresso!

O regresso a Lisboa, ao trabalho, à rotina do dia-a-dia não tem sido fácil! Afinal foi mais de um mês fora, entre férias e atividade de campanha e voltei com os horários trocados, com o coração apertado, a recuperar de uma desilusão, mas com os valores e convicções igualmente fortes e aquele sentimento que também podia ser feliz fora da agitação desta cidade.

Os dias foram passando e só agora parece que começo a renascer, a ganhar forças para abraçar a vida, saindo lentamente de uma pequena sonolência de semana e meia, que até pode ter sabido bem, mas que já chega! Não a quero mais! Agora é tempo de escrever; de traçar planos; de participar nos velhos e nos novos projetos; tempo de estar presente para aqueles que me alimentam a alma e que têm sentido a minha ausência nas últimas semanas; de viver esta cidade e a minha vila de sempre; o meu tempo, aquele que espero que seja tempo de muitos momentos felizes.

E Lisboa recebe-nos como só ela! Quem bem que me soube o passeio de Sábado à tarde à beiro rio, ali mesmo ao pé da Torre de Belém.





E esta semana começa um dos meus programas culturais preferidos da cidade, a Festa de Cinema Francês.
Motivos mais que suficientes para andar com um sorriso na cara! J

domingo, 22 de setembro de 2013

O céu do Alentejo

Despedida do verão com a noite e o céu alentejano por cenário!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Dos dias que correm...

Quando iniciei este blog foi com a intenção de nele escrever diariamente ou pelo menos com alguma frequência! Escrever sempre foi um prazer, para além de uma terapia, uma forma de expressão, de desabafo, onde me sinto livre e me dou a conhecer com a fluência que por vezes me falta de outra forma! Mas também tinha a expectativa deste ser mais ou menos anónimo, para que as palavras saíssem livremente, sem qualquer receio ou constrangimento, sem medo de ferir susceptibilidades ou sentimentos! Mas a minha transparência na escrita não permitiu que esse anonimato se mantivesse durante muito tempo! Ainda bem, afinal é o meu blog, esta sou eu, sem qualquer filtro, sem receios e igual a mim mesma!
Por outro lado, também penso que os textos que aqui publico devem ser cuidados, merecedores da atenção devida à escrita e à sua divulgação! Não queria, e continuo a não querer, fazer deste espaço um mero depósito de ideias, pensamentos, vivências e sentimentos soltos, sem nexo ou ligação para quem os lê! Mas esse cuidado, assim como os dias preenchidos e a consequente falta de tempo para dedicar à elaboração de post mais elaborados, levou a que ficasse muito tempo sem escrever! As ideias surgem e são devidamente apontadas no caderninho que me acompanha para todo o lado! Mas o facto é que os dias passam, a vida corre, a escrita não flui e a frequência na publicação é cada vez menor! 
Também não é esse o caminho que quero seguir! Este é um projecto que me é muito querido, que levou muito tempo a arrancar e que deve ser alimentado com frequência, como aliás se deve fazer a todos os amores das nossas vidas! 
A vida corre, passo por momentos que me marcam; sentimentos que me assaltam; lugares e sabores novos que conheço; filmes e livros novos que me transportam para lugares desconhecidos e acabo por não partilhar estas vivências com vocês! 
Por tudo isto estou hoje, em plena serra que me é tão querida, em plena campanha eleitoral, a escrever e a querer muito voltar a tornar a partilhar os meus pequenos momentos; descobertas; alegrias; frustrações; expectativas; certezas e dúvidas; concretizações e sonhos! Alguns dos momentos vividos irei com toda a certeza partilhá-los em altura mais tranquila, mas por agora e nos próximos dias, espero poder dar-vos a conhecer um pouquinho de mim, da minha terra e deste momento especial que vivo nos dias que correm! 
Fiquem com a lua cheia vista da localidade de Monte das Mestras, mesmo no começo da Serra do Caldeirão! 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Gisela João

O fado parece estar na moda! Mas a verdade é que já há bastante tempo que este se encontra entre os meus estilos musicais preferidos. Não o fado tradicional, mas o da "nova geração", mais eclético e desempoeirado! Aquele que mistura culturas e vivências e vai beber a outros estilos! 

E depois, depois surgem os nomes como Ana Moura, Carminho, António Zambujo, Raquel Tavares e, a agora por mim descoberta, Gisela João! Que bom termos mulheres assim na música portuguesa! Uma diva linda que nos faz ter orgulho do que é nosso!


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Amanhã é dia de bolo!


Porque há dias que são compridos demais, complexos demais, cansativos demais e nos sugam quase todas as forças! Há dias em que nos interrogamos, que ficamos tristes e quase nos apetece desistir! Há dias em que aquilo porque lutamos, que acreditamos, se parece desvanecer e ficamos à tona, náufragos numa maré de devaneios alheios, procurando incessantemente o melhor sentido a seguir.

Mas não se desiste! Porque mesmo nestes dias, mesmo nestes momentos, nestas alturas mais perturbadas, está sempre lá alguém que nos motiva, que nos inspira, que nos faz rir e nos ajuda a acreditar e a seguir em frente. E é por essas pessoas, e por nós, que temos a certeza que vale a pena, que estamos a dar o melhor de nós e que não saberíamos fazer de maneira diferente.

Sem substituir, mas recordando colegas inspiradoras, amanhã é dia de bolo no serviço. Porque felizmente há pessoas com quem temos a sorte de poder partilhar os momentos menos bons, mas também, e principalmente, os que são mesmo bons!

domingo, 28 de julho de 2013

Dos dias felizes ...


O fim-de-semana começou bem, aliás não podia ter começar melhor, com uma espécie de antecipação, visto que na sexta se ficou por casa. Mas melhor, muito melhor, foi a surpresa de quinta-feira, logo à saída do serviço, com um passeio de final de tarde por Lisboa e um jantar inesperado na Tasca do Povo. Nada como uma mulher queixar-se um pouquinho, revelar que por vezes se sente cansada de jantar sozinha, para ter a melhor das companhias para jantar. J

Está-se bem na Tasca do Povo, um dos lugares do renovado Cais do Sodré. Aqui sentimo-nos em casa, no ambiente familiar e acolhedor das tascas tradicionais, com petiscos tradicionais e com sabor à comida caseira das casas portuguesas, acompanhados pela boémia do fado vadio. E que bem se está na esplanada nestas noites de Verão, deliciando-nos entre uma salada de polvo, umas pataniscas e um copo de vinho tinto. No final, ao pedirmos a conta, um postal recorda-nos que o “O Povo tem sempre razão”. Verdade esquecida nos tempos de atuais.


E assim recebemos o fim-de-semana, com a tranquilidade dos dias compridos e preguiçosos, compostos por pequenos-almoços tardios, sestas e passeios ao final da tarde, sessões de culinária e de cinema. Fiz o meu primeiro gelado, de frutos vermelhos, sem gordura, nem açúcar, bem bom e uns pêssegos grelhados, com manjericão e mel, uma delícia.
                                       Receita e imagens: Tapas na Língua

Mais uma vez apetece-me citar palavras “que podiam ser minhas”. Estas do meu blog preferido de todos os tempos, o da querida Sofia, que não conheço, mas que me consegue inspirar todos os dias!

“Gosto de acreditar que tenho a capacidade de continuar a sonhar porque passo do sonho à acção. Porque dou corpo e voz aos meus sonhos e não desisto por nada. Gosto desta força impulsionadora que se chama felicidade. E que é um risco. É? É, é mesmo. Mas todos nascemos prontos a arriscar. E muitas vezes aquilo que nos trava, que nos faz hesitar na hora de dar o passo decisivo para a mudança (seja ela de que natureza for) chama-se preguiça. Outras vezes chama-se opinião dos outros. E tantas outras (muitas, muitas outras) medo. Muito medo de ser verdadeiramente feliz. Porque dá muito mais trabalho querer ser estupidamente feliz. E dá ainda mais trabalho não desistir por nada desta felicidade simples.”

 Retirado do Às nove no meu blog

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Porque às vezes há palavras que podiam ser nossas..

"Uma grande história de amor constrói-se todos os dias e cresce devagar, como uma árvore. E para crescer bem, tem de ser regada, adubada, podada, mimada. A base do sucesso no amor está assente em dois segredos: reciprocidade e dedicação. É preciso que o nosso amor saiba que estamos sempre ali para ele, para o que der e vier, que não falhamos, que somos fortes como rochas e que os nossos braços são ...o porto de abrigo mais desejado.
Riso, confiança, entendimento, segurança e intimidade. Nada destas coisas se compra ou se adquire por decreto, apenas por mérito. Com persistência, com consistência, com disciplina e sobretudo com muita vontade. O tempo é o nosso maior aliado, porque, tal como a cozinha precisa de tempo, se o nosso amor tem tempo para nós, então podemos ir juntos até ao fim do mundo, mesmo que o fim do mundo seja no extremo do jardim onde há salsa, hortelã e orégãos frescos para temperar os dias, todos os dias que quisermos, até ao fim da nossa vida."

Margarida Rebelo Pinto
 
 
 
 
 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Hoje janto sozinha!

Vivo sozinha! Gosto de viver sozinha! Sempre gostei da minha independência, da minha liberdade, de poder escolher, fazer as coisas à minha maneira. Claro que não quero, espero que não aconteça, ficar toda a vida assim! Na verdade, por vezes dou comigo a sonhar com uma família grande, com muita gente, barulho, confusão, com muito calor humano para compensar a minha família, pequenina e dispersa por aí. Mas até lá, que bem que me sabe esta solteirice, esta oportunidade que a vida me deu de ser apenas eu.
Porém, há aqueles momentos em que sinto um aperto no peito e tenho de forçar para não me desmoronar e deixar cair a fortaleza que vou construindo dia a dia. Claro que sabe bem perceber que conseguimos resolver e ultrapassar os vários obstáculos que a vida nos coloca, que somos auto suficientes e que estamos a crescer e a tornarmo-nos mais fortes e adultos. Mas caraças, custa termos que jantar sozinhos quase todas as noites; raramente ter alguém que nos vá buscar ao aeroporto ou que nos espere em casa depois de uma viagem; termos que ser nós a resolver todos os pequenos dramas domésticos e não haver ninguém para culpar dos desastres ou más opções que tomamos (J); ter aquela sensação de andarmos um bocadinho deslocados e viver balançando entre a felicidade de pudermos chegar à nossa casa, àquele cantinho só nosso de paz e harmonia, mas sabendo que ao abrirmos a porta a luz estará sempre apagada.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Dos amores incondicionais

Na nostalgia de um dia de praia sem sol, passeio tranquilamente à beira mar e penso no amor cúmplice e incondicional de irmãos - parabéns mano; nos últimos oito anos dedicados de coração ao serviço publico e nas incertezas do futuro.
Incertezas que parecem não ocupar lugar no telefonema que recebo!  Sabe bem ouvir alguém dizer que se sente especial por continuar a sentir hoje o mesmo que há 16 anos, quando me viu pela primeira vez! Sabe bem ter alguém que não tem incertezas nos seus sentimentos, que está connosco incondicionalmente! 





sexta-feira, 12 de julho de 2013

Dar o melhor de nós!


Ultimamente não tenho tido tempo para escrever. Surgem mil e uma ideias, os temas são mais que muitos, mas a correria dos dias, o acumular e atropelar das coisas a fazer e, por fim, o cansaço sobrepõe-se à coragem de chegar ao final do dia e conseguir alinhar as ideias em frente ao monitor.
Sou invadida por esta sensação de incapacidade, quase impotência, de querer fazer tudo, responder a várias frentes ao mesmo tempo e, obviamente, não ser capaz. Acabo por ter que priorizar, mas fica sempre aquela sensação de estar em falta. Com algo ou alguém, a sensação de não corresponder ou responder a todas as expectativas que têm de mim. Esqueço-me com frequência que o mais importante é estar de bem comigo mesma, saber, ter a certeza que estou a dar o meu melhor, que todos temos as nossas limitações e que aqueles que verdadeiramente gostam de nós vão estar sempre lá, a apoiar-nos e sabendo que nós damos o nosso melhor. Apesar desse melhor por vezes quer parecer que é pouco, que sabe a pouco.
O saber a pouco, tão diretamente relacionado com a tão frequente sensação de culpa, culpa que nos invade por não responder e agradar a todos. Culpa por não sermos super-heróis, culpa da tão natural limitação humana.
Na aprendizagem da vida aprende-se quão inútil e negativa é essa culpabilização. Que o que realmente importa é viver cada momento, dar o melhor de nós onde e com quem estivermos, que haverão outras alturas para lugares e pessoas diferentes. Mas onde estamos devemos estar inteiros. Só assim é que a vida nos pode responder de volta, revelando todas as suas surpresas e múltiplas possibilidades de caminho a seguir.
Hoje vou de férias. Vou tranquila, certa que irei partilhar o meu tempo com pessoas realmente importantes, mas sobretudo segura que estarei todo o tempo comigo mesma. Sou feliz com a companhia, os mimos, a atenção e a partilha dos outros, mas principalmente sou feliz comigo, sabendo que reservei tempo para as minhas coisas, aquelas simples e pequeninas, mas que me dão satisfação e me completam.
Faço planos e espera-me uma semana de praia, com passeios na areia e banhos de mar; uma semana tranquila, com muitas leituras, conversas em volta da mesa, tempo para escrever e para dormir. Assim o espero. Mas se assim não for, se os planos se alterarem, se a vida me surpreender, respiro fundo e abraço com toda a alma o que vier. O importante é dar o melhor de mim, nunca perdendo de vista que somos nós que decidimos como devemos encarar cada momento, seja ele mais positivo ou mais negativo, e sobretudo temos os poder de lutar para que os nossos planos e a vida sigam caminhos cada vez mais paralelos. Nos entretantos temos a felicidade das pequenas coisas de todos os dias!
Bom fim-de-semana!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Escolham Portugal


Alguém que me é muito querido dizia-me há pouco tempo, se tiver de escolher entre o partido e a minha terra, não tenham dúvidas da minha escolha!

Senhores, entendam-se, vamos escolher Portugal!

 
 

Com todo o respeito

Tanta coisa pode ser dita, mas lembrei-me da música do Jorge Palma.
É que realmente parece mesmo que andamos todos a brincar, com todo o respeito!






Entre o caos e o desassossego,
Eixos do mal,
Desordem mundial,
Há tanta gente quilhada.
Com todo o respeito

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Staycation - Férias em Lisboa





Staycation - Planear férias em casa
Esta foi a sugestão da Rita, do blog The Busy Woman and the Stripy Cat (se não conhecem, vão lá ver, eu sou fã), que eu achei uma ótima ideia, quer para as férias em casa, quer para fins de semana bem passados.

Aqui vai a minha sugestão para a cidade de Lisboa. Espero que vos dê ideias para momentos bem passados!
 

Lisboa, cidade de diversos encantos, com a sua multiplicidade de ofertas, que nos surpreende a cada passo, tem muito para oferecer, o que pode tornar esta minha tentativa de roteiro de férias na cidade complexa e mesmo difícil.
Mas resolvi dar-vos a conhecer o meu roteiro, das coisas que gosto na cidade, uma viagem repleta de passeios a pé, miradouros, feiras e mercados de rua, bairros antigos, eventos culturais, provas de vinho e sítios onde se come bem! Espero que gostem e que tirem algumas ideias.

Apesar das dores nos pés no dia seguinte, continuo a achar que a melhor forma de se conhecer uma cidade é andar a pé, percorrer as suas avenidas e ruelas, prender o olhar nos prédios, nos jardins, nas igrejas e edifícios históricos, nas lojas, restaurantes e esplanadas e, principalmente, nas suas gentes. Sentir a cidade e tornar-se parte dela.
Em Lisboa esta pode ser uma tarefa mais “dolorosa”, se tivermos em consideração as suas colinas, contudo é só uma questão de ganhar coragem, calçar um bom par de ténis e partir à descoberta da cidade. Podemos faze-lo por nossa conta e risco, mas também nos podemos inserir num grupo e fazer caminhas temáticas, com explicações sobre a história e os locais por onde passamos. Esta é a sugestão dos Lisbon Walkers, que realizam passeios todos os domingos às 14h30 e também no 1º Sábado de cada mês. Os passeios custam 10€ e são tão diversificados como Lisboa 7 Colinas; Lisboa Lendas e Mistérios ou Lisboa Sensorial. Contudo, se quiserem manter a autonomia, comprem o baralho de cartas com 52 sugestões de passeios por Lisboa, afinal o ano tem 52 fins de semana! J
Cada carta apresenta uma rota definida num mapa e uma descrição histórica, com toda a informação necessária para iniciar e completar com sucesso cada trajeto: duração; grau de dificuldade e se o percurso pode ser feito a pé ou também de bicicleta. O custo do baralho é de 15€.
 


Numa versão gratuita, e mais em contacto com a natureza, temos as atividades do CAAL – Clube de Atividades ao Ar Livre, com um passeio pelo Parque Natural de Monsanto, normalmente aos Domingos de manhã, ideal para um programa em família. O próximo é já no dia 14 de Julho.

 

Quando os pezinhos já estiverem cansados, passem para os transportes públicos, ótima alternativa, numa cidade onde estacionar é cada vez mais difícil e caro, e o trânsito também não ajuda muito à tranquilidade dos dias de férias! J E qual o melhor transporte para os turistas? Nada menos que o famoso elétrico 28! Very typical, diriam vocês? Pois é, mas faz um percurso lindo entre a Graça e os Prazeres e nele ficamos com a certeza de que esta cidade é mesmo bonita e única!
 

Por mim iniciava o passeio nos Prazeres, para depois parar na Graça e, na sorte de ser a um Sábado ou Terça-feira de manhã, ir até à Feira da Ladra, outro dos meus lugares de eleição.
Todas as terças e Sábados, do nascer ao pôr-do-sol, por tendas, bancas ou mesmo por panos espalhados no chão, a especialidade é a segunda mão: móveis, ferro-velho, livros, revistas, roupa, discos de vinil, louças, quadros e fotografias… Verdadeiras relíquias, entre antiguidades e objetos sobre cuja proveniência não se fazem perguntas, onde nos podemos perder, numa viagem que se torna um misto entre regresso ao passado e entrada num novo mundo.
 


Depois das compras, desçam até ao Martim Moniz, mundo de culturas e manifestações da multiétnica Lisboa, que com o seu novo Mercado de Fusão se torna um espaço renovado na cidade, onde se pode “desfrutar de várias delícias com sabores do mundo e respirar arte. Entregue-se aos sabores do País do Sol Nascente, pelos cheiros dos condimentos da América Latina, pela energia contagiante do Brasil, pelos pratos deliciosos com o exotismo de África, pela fusão gastronómica que enche a Praça do Martim Moniz! São dez quiosques com comida do mundo, abertos todos os dias do ano!


Para além da comida, o programa cultural também é diversificado, entre concertos, exposições, intervenções artísticas e feiras. Deixo-vos o programa para o próximo mês de Julho.

Os finais de tarde são dos momentos mais agradáveis nos meses de Verão, e os finais de tarde em Lisboa, mesmo sem estarmos de férias, tem tanto para nos oferecer. Desde apreciar um pôr-do-sol num dos muitos miradouros na cidade, que com as suas esplanadas nos convidam a um dolce fare niente típico dos dias quentes, até às provas de vinho, com a presença de enólogos e produtores quer no Deli Deluxe (gratuitas), quer nos Goliardos, a um jantar descontraído no quiosque do Sea Me no renovado Terreiro do Paço ou a um cocktail de final de tarde no terraço do Hotel Mundial.




Lisboa não seria a mesma sem o rio, e deixa-lo de fora seria uma injustiça. Porque não aproveitar a dica do Terreiro do Paço e partir em direção a Belém, tendo sempre o Tejo como cenário. Confesso, esta é uma zona que conheço pouco, mas que me parece ter muito potencial para verdadeiros momentos de descontração, com os jardins de Belém a convidarem a longos passeios ou até alguma ginástica ao ar livre. Para os menos dados a muito exercício, fica sempre a possibilidade de uma paragem no À Margem para uma bebida refrescante a contemplar o rio.


Do outro lado da Avenida, o CCB, ponto forte da cultura Lisboeta, um espaço a explorar, com programas para toda a família (muitos deles gratuitos), que vão desde a Fábrica das Artes – Projeto Educativo até ao Mercado do CCB (1º Domingo de cada mês). Deixo-vos o link para a Programação deste Verão.


Escapam-me muitas dicas e sítios a recomendar, de certeza o irei fazendo aqui no blog, mas estes foram aquelas que me surgiram numa primeira abordagem à ideia de um roteiro turístico pela cidade de Lisboa, para umas férias em casa, mas diferentes, sem grandes gastos, como se quer ou exige a atualidade.

domingo, 23 de junho de 2013

Saudades de saltar a fogueira!


Noite de véspera de São João, pelos vistos com uma lua gigante e luminosa de presente! Como gostava de estar hoje na minha terra, saltar a fogueira e voltar aos tempos felizes da minha infância, numa noite quente debaixo do céu alentejano.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O passar dos dias!


 



 

A passear pelos jardins: Sintra
 
 

 
 
Bruxelas e os seus encantos
 
 
Cinco horas de espera no aeroporto: greve dos controladores aéreos
 
 



 

 
Lisboa é linda e o St. António melhor ainda
 
 
Sexta-feira e o sul chama
A praia de Monte Clérigo

 
 
Praia da Arrifana


 
 
Almoço com sabor a mar e acolhimento caseiro no Restaurante o Zé,
Praia Monte Clérigo
 

 
 
 



 
 
Blogging tips