sexta-feira, 12 de julho de 2013

Dar o melhor de nós!


Ultimamente não tenho tido tempo para escrever. Surgem mil e uma ideias, os temas são mais que muitos, mas a correria dos dias, o acumular e atropelar das coisas a fazer e, por fim, o cansaço sobrepõe-se à coragem de chegar ao final do dia e conseguir alinhar as ideias em frente ao monitor.
Sou invadida por esta sensação de incapacidade, quase impotência, de querer fazer tudo, responder a várias frentes ao mesmo tempo e, obviamente, não ser capaz. Acabo por ter que priorizar, mas fica sempre aquela sensação de estar em falta. Com algo ou alguém, a sensação de não corresponder ou responder a todas as expectativas que têm de mim. Esqueço-me com frequência que o mais importante é estar de bem comigo mesma, saber, ter a certeza que estou a dar o meu melhor, que todos temos as nossas limitações e que aqueles que verdadeiramente gostam de nós vão estar sempre lá, a apoiar-nos e sabendo que nós damos o nosso melhor. Apesar desse melhor por vezes quer parecer que é pouco, que sabe a pouco.
O saber a pouco, tão diretamente relacionado com a tão frequente sensação de culpa, culpa que nos invade por não responder e agradar a todos. Culpa por não sermos super-heróis, culpa da tão natural limitação humana.
Na aprendizagem da vida aprende-se quão inútil e negativa é essa culpabilização. Que o que realmente importa é viver cada momento, dar o melhor de nós onde e com quem estivermos, que haverão outras alturas para lugares e pessoas diferentes. Mas onde estamos devemos estar inteiros. Só assim é que a vida nos pode responder de volta, revelando todas as suas surpresas e múltiplas possibilidades de caminho a seguir.
Hoje vou de férias. Vou tranquila, certa que irei partilhar o meu tempo com pessoas realmente importantes, mas sobretudo segura que estarei todo o tempo comigo mesma. Sou feliz com a companhia, os mimos, a atenção e a partilha dos outros, mas principalmente sou feliz comigo, sabendo que reservei tempo para as minhas coisas, aquelas simples e pequeninas, mas que me dão satisfação e me completam.
Faço planos e espera-me uma semana de praia, com passeios na areia e banhos de mar; uma semana tranquila, com muitas leituras, conversas em volta da mesa, tempo para escrever e para dormir. Assim o espero. Mas se assim não for, se os planos se alterarem, se a vida me surpreender, respiro fundo e abraço com toda a alma o que vier. O importante é dar o melhor de mim, nunca perdendo de vista que somos nós que decidimos como devemos encarar cada momento, seja ele mais positivo ou mais negativo, e sobretudo temos os poder de lutar para que os nossos planos e a vida sigam caminhos cada vez mais paralelos. Nos entretantos temos a felicidade das pequenas coisas de todos os dias!
Bom fim-de-semana!

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