O fim-de-semana começou bem, aliás não podia ter começar melhor, com uma espécie de antecipação, visto que na sexta se ficou por casa. Mas melhor, muito melhor, foi a surpresa de quinta-feira, logo à saída do serviço, com um passeio de final de tarde por Lisboa e um jantar inesperado na Tasca do Povo. Nada como uma mulher queixar-se um pouquinho, revelar que por vezes se sente cansada de jantar sozinha, para ter a melhor das companhias para jantar. J
Está-se bem na Tasca do Povo, um dos lugares do renovado Cais do Sodré. Aqui sentimo-nos em casa, no ambiente familiar e acolhedor das tascas tradicionais, com petiscos tradicionais e com sabor à comida caseira das casas portuguesas, acompanhados pela boémia do fado vadio. E que bem se está na esplanada nestas noites de Verão, deliciando-nos entre uma salada de polvo, umas pataniscas e um copo de vinho tinto. No final, ao pedirmos a conta, um postal recorda-nos que o “O Povo tem sempre razão”. Verdade esquecida nos tempos de atuais.
E assim recebemos o fim-de-semana, com a tranquilidade dos dias compridos e preguiçosos, compostos por pequenos-almoços tardios, sestas e passeios ao final da tarde, sessões de culinária e de cinema. Fiz o meu primeiro gelado, de frutos vermelhos, sem gordura, nem açúcar, bem bom e uns pêssegos grelhados, com manjericão e mel, uma delícia.
Mais uma vez apetece-me citar palavras “que podiam ser minhas”. Estas do meu blog preferido de todos os tempos, o da querida Sofia, que não conheço, mas que me consegue inspirar todos os dias!
“Gosto de acreditar que tenho a capacidade de continuar a sonhar porque passo do sonho à acção. Porque dou corpo e voz aos meus sonhos e não desisto por nada. Gosto desta força impulsionadora que se chama felicidade. E que é um risco. É? É, é mesmo. Mas todos nascemos prontos a arriscar. E muitas vezes aquilo que nos trava, que nos faz hesitar na hora de dar o passo decisivo para a mudança (seja ela de que natureza for) chama-se preguiça. Outras vezes chama-se opinião dos outros. E tantas outras (muitas, muitas outras) medo. Muito medo de ser verdadeiramente feliz. Porque dá muito mais trabalho querer ser estupidamente feliz. E dá ainda mais trabalho não desistir por nada desta felicidade simples.”
Retirado do Às nove no meu blog




Sem comentários:
Enviar um comentário