sexta-feira, 28 de junho de 2013

Staycation - Férias em Lisboa





Staycation - Planear férias em casa
Esta foi a sugestão da Rita, do blog The Busy Woman and the Stripy Cat (se não conhecem, vão lá ver, eu sou fã), que eu achei uma ótima ideia, quer para as férias em casa, quer para fins de semana bem passados.

Aqui vai a minha sugestão para a cidade de Lisboa. Espero que vos dê ideias para momentos bem passados!
 

Lisboa, cidade de diversos encantos, com a sua multiplicidade de ofertas, que nos surpreende a cada passo, tem muito para oferecer, o que pode tornar esta minha tentativa de roteiro de férias na cidade complexa e mesmo difícil.
Mas resolvi dar-vos a conhecer o meu roteiro, das coisas que gosto na cidade, uma viagem repleta de passeios a pé, miradouros, feiras e mercados de rua, bairros antigos, eventos culturais, provas de vinho e sítios onde se come bem! Espero que gostem e que tirem algumas ideias.

Apesar das dores nos pés no dia seguinte, continuo a achar que a melhor forma de se conhecer uma cidade é andar a pé, percorrer as suas avenidas e ruelas, prender o olhar nos prédios, nos jardins, nas igrejas e edifícios históricos, nas lojas, restaurantes e esplanadas e, principalmente, nas suas gentes. Sentir a cidade e tornar-se parte dela.
Em Lisboa esta pode ser uma tarefa mais “dolorosa”, se tivermos em consideração as suas colinas, contudo é só uma questão de ganhar coragem, calçar um bom par de ténis e partir à descoberta da cidade. Podemos faze-lo por nossa conta e risco, mas também nos podemos inserir num grupo e fazer caminhas temáticas, com explicações sobre a história e os locais por onde passamos. Esta é a sugestão dos Lisbon Walkers, que realizam passeios todos os domingos às 14h30 e também no 1º Sábado de cada mês. Os passeios custam 10€ e são tão diversificados como Lisboa 7 Colinas; Lisboa Lendas e Mistérios ou Lisboa Sensorial. Contudo, se quiserem manter a autonomia, comprem o baralho de cartas com 52 sugestões de passeios por Lisboa, afinal o ano tem 52 fins de semana! J
Cada carta apresenta uma rota definida num mapa e uma descrição histórica, com toda a informação necessária para iniciar e completar com sucesso cada trajeto: duração; grau de dificuldade e se o percurso pode ser feito a pé ou também de bicicleta. O custo do baralho é de 15€.
 


Numa versão gratuita, e mais em contacto com a natureza, temos as atividades do CAAL – Clube de Atividades ao Ar Livre, com um passeio pelo Parque Natural de Monsanto, normalmente aos Domingos de manhã, ideal para um programa em família. O próximo é já no dia 14 de Julho.

 

Quando os pezinhos já estiverem cansados, passem para os transportes públicos, ótima alternativa, numa cidade onde estacionar é cada vez mais difícil e caro, e o trânsito também não ajuda muito à tranquilidade dos dias de férias! J E qual o melhor transporte para os turistas? Nada menos que o famoso elétrico 28! Very typical, diriam vocês? Pois é, mas faz um percurso lindo entre a Graça e os Prazeres e nele ficamos com a certeza de que esta cidade é mesmo bonita e única!
 

Por mim iniciava o passeio nos Prazeres, para depois parar na Graça e, na sorte de ser a um Sábado ou Terça-feira de manhã, ir até à Feira da Ladra, outro dos meus lugares de eleição.
Todas as terças e Sábados, do nascer ao pôr-do-sol, por tendas, bancas ou mesmo por panos espalhados no chão, a especialidade é a segunda mão: móveis, ferro-velho, livros, revistas, roupa, discos de vinil, louças, quadros e fotografias… Verdadeiras relíquias, entre antiguidades e objetos sobre cuja proveniência não se fazem perguntas, onde nos podemos perder, numa viagem que se torna um misto entre regresso ao passado e entrada num novo mundo.
 


Depois das compras, desçam até ao Martim Moniz, mundo de culturas e manifestações da multiétnica Lisboa, que com o seu novo Mercado de Fusão se torna um espaço renovado na cidade, onde se pode “desfrutar de várias delícias com sabores do mundo e respirar arte. Entregue-se aos sabores do País do Sol Nascente, pelos cheiros dos condimentos da América Latina, pela energia contagiante do Brasil, pelos pratos deliciosos com o exotismo de África, pela fusão gastronómica que enche a Praça do Martim Moniz! São dez quiosques com comida do mundo, abertos todos os dias do ano!


Para além da comida, o programa cultural também é diversificado, entre concertos, exposições, intervenções artísticas e feiras. Deixo-vos o programa para o próximo mês de Julho.

Os finais de tarde são dos momentos mais agradáveis nos meses de Verão, e os finais de tarde em Lisboa, mesmo sem estarmos de férias, tem tanto para nos oferecer. Desde apreciar um pôr-do-sol num dos muitos miradouros na cidade, que com as suas esplanadas nos convidam a um dolce fare niente típico dos dias quentes, até às provas de vinho, com a presença de enólogos e produtores quer no Deli Deluxe (gratuitas), quer nos Goliardos, a um jantar descontraído no quiosque do Sea Me no renovado Terreiro do Paço ou a um cocktail de final de tarde no terraço do Hotel Mundial.




Lisboa não seria a mesma sem o rio, e deixa-lo de fora seria uma injustiça. Porque não aproveitar a dica do Terreiro do Paço e partir em direção a Belém, tendo sempre o Tejo como cenário. Confesso, esta é uma zona que conheço pouco, mas que me parece ter muito potencial para verdadeiros momentos de descontração, com os jardins de Belém a convidarem a longos passeios ou até alguma ginástica ao ar livre. Para os menos dados a muito exercício, fica sempre a possibilidade de uma paragem no À Margem para uma bebida refrescante a contemplar o rio.


Do outro lado da Avenida, o CCB, ponto forte da cultura Lisboeta, um espaço a explorar, com programas para toda a família (muitos deles gratuitos), que vão desde a Fábrica das Artes – Projeto Educativo até ao Mercado do CCB (1º Domingo de cada mês). Deixo-vos o link para a Programação deste Verão.


Escapam-me muitas dicas e sítios a recomendar, de certeza o irei fazendo aqui no blog, mas estes foram aquelas que me surgiram numa primeira abordagem à ideia de um roteiro turístico pela cidade de Lisboa, para umas férias em casa, mas diferentes, sem grandes gastos, como se quer ou exige a atualidade.

domingo, 23 de junho de 2013

Saudades de saltar a fogueira!


Noite de véspera de São João, pelos vistos com uma lua gigante e luminosa de presente! Como gostava de estar hoje na minha terra, saltar a fogueira e voltar aos tempos felizes da minha infância, numa noite quente debaixo do céu alentejano.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O passar dos dias!


 



 

A passear pelos jardins: Sintra
 
 

 
 
Bruxelas e os seus encantos
 
 
Cinco horas de espera no aeroporto: greve dos controladores aéreos
 
 



 

 
Lisboa é linda e o St. António melhor ainda
 
 
Sexta-feira e o sul chama
A praia de Monte Clérigo

 
 
Praia da Arrifana


 
 
Almoço com sabor a mar e acolhimento caseiro no Restaurante o Zé,
Praia Monte Clérigo
 

 
 
 



 

Hoje Pessoa veio comigo para casa!


Numa passagem de final de tarde pela Fnac, com a intenção de comprar o último livro de Miguel Sousa Tavares, relativamente ao qual fique bastante curiosa depois de ter lido a última entrevista dele à Visão, acabei por me perder deliciosamente nas promoções da loja.
 
 

Pois veio o Madrugada Suja, o Civilização do Espetáculo que já há muito tempo queria ter ou não fosse o último do adorado Mário Vargas Llosa e, no festejo do aniversário do Poeta Fernando Pessoa, recuperei o meu Livro do Desassossego, pois em tempos ofereci o que tinha a um amigo especial. E para que não viesse sozinho, trouxe consigo Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro (todos com excelentes promoções). Que bons momentos iremos de certeza passar juntos, eu a descobri-los ou redescobri-los e a descobrir-me também!
 

 

Vim para casa tão contente, qual criança a quem acabaram de dar a maior guloseima de todas, e sem engordar! J
 


 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Autárquicas 2013


As autárquicas 2013 já têm data, 29 de Setembro.



O preço a pagar pela tua não participação
 na política é seres governado por quem te é inferior!
Platão

Somos Europa!

Isto da Europa tem coisas engraçadas. Como eu me divirto numa mesa em volta dos Estados Membros. Em frente tenho os dinamarqueses, altos e descontraídos, vestidos informalmente e que aproveitam para se descalçar e aliviar os pés durante a reunião. Ao seu lado está o francês, muito “zelador” da sua língua materna, faz todas as suas intervenções primeiro em francês e depois traduz para inglês. A finlandesa, qual pulguinha saltitante, está elétrica e acha sempre tudo muito pertinente e necessário. As irmãs (não são, mas parecem) suecas, de cabelinho branco com corte à tigela, saia rodada até ao tornozelo, sempre duas, sempre a sorrir, sempre caladas. Os ingleses, dois miúdos na casa dos 20 anos, com bochechas encarnadas, aflitos para que a reunião acabe, a antecipar o gosto de uma boa cerveja. A de Malta, latina na sua essência, na sua maquilhagem, no seu vestido e saltos altos, com uma acentuada pronúncia, a qual não a impede de falar muito e gesticular ainda mais. Os checos, os polacos, os húngaros, sempre com intervenções, assinalando de forma positiva a sua presença. A espanhola sabe tudo, velha raposa na casa, com experiência e autoridade na matéria, sem perder o seu “salero” e simpatia, apesar do ar de durona.
Fico a pensar, o que acham eles da portuguesa!!!!

Viagem a Budapeste

Quando posso gosto de aproveitar as viagens de trabalho que tenho para ficar mais algum tempo e explorar sítios desconhecidos. Desta vez foi Budapeste, uma das principais cidades do antigo Império Austro-Húngaro.
O método é quase sempre o mesmo e como da maior parte das vezes estou sozinha, não me parece que vá mudar brevemente. Andar a pé, percorrer as principais ruas, praças, sítios históricos, parques, sempre a pé, ou quando os pés gritam que já não podem mais, de transportes públicos.
E foi isso que fiz. Chegando no início da tarde, no 1º dia saio do hotel debaixo de uma chuva miudinha e irritante, mas que não me fez desistir. Percorro as margens do Danúbio e fico admirada com as pessoas que estão na rua. Indiferentes à chuva as gentes de Budapeste parecem ter saído à rua com uma vontade única de aproveitar este fim de tarde. As famílias passeiam a pé ou de bicicleta, as crianças brincam nas margens do rio e as mulheres correm, esbeltas, atléticas, elegantes, qual guerreiras a proteger a sua cidade. Fico a pensar, cheia de inveja, quando voltar para Lisboa vou começar a correr, também eu quero ter este porte atlético de guerreira. J







Neste primeiro dia dirijo-me ao centro da cidade, para a principal rua comercial (pois claro), a avenida Váci Uta. Uma rua cheia de movida, com muitas esplanadas, uma feira do livro e um ambiente tranquilo, no qual se aproveita os raios de sol que espreitam entre as gotas de chuva.



O passo seguinte foi para o Mercado da Cidade. É um hábito que tenho, ou não tivesse eu crescido praticamente dentro de um mercado. Gosto de mercados, das cores dos legumes e das frutas, dos cheiros das especiarias, do ruído das gentes. O mercado de Budapeste é bem grande, com dois pisos. No rés-do-chão encontram a parte alimentar, onde não faltam as banquinhas de paprica, tipicamente húngara. E no 1º andar existe uma parte dedicada à restauração, com os verdadeiros petiscos húngaros, com gente a comer, beber e a falar alto.








Comprada a paprica atravesso a Ponte da Liberdade e vou até ao Hotel Gellért ver as famosas piscinas de água termal. As interiores estão fechadas e dou apenas uma volta para observar as exteriores. Estranho ver todas aquelas pessoas na piscina quando ainda há pouco acabou de chover.


Passo pela Igreja na Caverna, escavada na montanha, que assim se encontra por ter sido o local onde o São Estêvão viveu. No miradouro demoro-me a ver a cidade, o outro lado, Peste, com a verde e metálica ponte à minha frente. O olhar foge para o Parlamento, a cúpula da Basílica de São Estêvão e para toda a grandiosidade desta cidade.





Budapeste conquista-me no 1º dia, uma cidade que ostenta, orgulhosa e simultaneamente o simbolismo majestoso do seu passado e a simplicidade com que nos recebe, convidando-nos a desfrutar do que tem de melhor, na simpatia de um povo moderno e com uma merecida vontade de se afirmar nesta Europa ultimamente tão decadente.
A melhor prova disto foi a forma como eu e todos os meus colegas de reunião fomos recebidos pelos nossos colegas húngaros.



No 3º dia tive novamente parte da tarde e noite livres e lá vai ela calçar os ténis ao hotel para nova caminhada. Escolho a direção oposta, sempre pela margem do rio, atravesso e passo para o lado de Peste.
Depressa chego ao Parlamento, que no exterior se encontra rodeado de obras, com máquinas e pó por todo o lado, pouco agradável a quem passeia. Como me avisaram que as entradas esgotam antes da 10h da manhã e são 5h da tarde, deixo o Parlamento para próximas oportunidades.
Uma música alta e com som agressivo chama-me até uma pequena praça, onde várias dezenas de pessoas se dividem entre banquinhas de comes e bebes e os pulos em frente ao palco onde toca uma banda de heavy metal. Não é o meu estilo e vou até à Basílica de St. Estêvão, ali ao lado, nova testemunha da positiva inconstância desta cidade. Mais um edifício a que não se pode ficar indiferente, com a sua cúpula de 96 metros, chama a atenção de vários pontos da cidade. Entro e fico estagnada com a opulência de figuras sagradas, frescos e talha dourada no seu interior.
Nos meus planos está fazer a maior avenida da cidade, Andrássy Utca, e chegar até ao parque principal de Budapeste. Ponho-me a caminho e enquanto ando sonho com as montras das lojas que preenchem esta Avenida, delicio-me com o edifício da ópera e penso como bem tratada, limpa e com espaços verdes está a cidade. Envolta nestes pensamentos chego à Praça dos Heróis e passo para o Parque da Cidade. Pronto agora é que entrei num mundo de contos de fadas, com castelos de princesa, lagos atravessados por pontes de madeira e campos reverdejantes. Mas a personalidade húngara depressa se revela, surgem mais piscinas termais, banquinhas de comes e bebes, até um campo com mesas de ping-pong e o anúncio do baby boom de 2013 no Zoo da cidade.





É de noite e estou de volta ao rio. Aprendi a fotografar de noite, sem as luzes ficarem todas desfocadas, acho que é do obturador da máquina, que só agora percebi como funciona. Fico tão entusiasmada, achando-me quase uma fotógrafa profissional, que me esqueço das horas e fico até tarde na rua a fotografar. Penso, tenho de contar a M e à C.




No dia da despedida fico pelo lado de Buda, onde fica o hotel. Os pés doem-me, acho que abusei nas caminhadas e também ainda não vi o Castelo de Buda. Pois, se os pés me doem se calhar não é boa ideia subir até ao castelo a pé. Teimosinha, lá fui eu escalando a íngreme subida e parando, muitas vezes, quer para descansar e me refugiar na sombra, quer para apreciar a vista. O Castelo faz-nos recuar no tempo, com as suas muralhas e fortes medievais, dando-nos a melhor das vistas panorâmicas sobre a cidade.
Na descida encontro uma cidade cada vez mais atarefada em se proteger das águas do Danúbio, que têm subido a uma velocidade alarmante nos últimos dias. As ruas estão cheias de voluntários que enchem sacos de areia para proteger os edifícios das cheias que se avizinham. Que sensação de aflição e de impotência não devem estar estas gentes a sentir perante a força da natureza. Devido à subida das águas uma das estações do metro fechou e vivo uma pequena aventura nos transportes públicos, carregada com a mala, vendo-me grega e não húngara, para chegar ao aeroporto. Mas, uma hora e meia depois, dois metros e outros dois autocarros, chego ao aeroporto dizendo adeus a uma Budapeste que se despede como me recebeu, com uma chuva irritante e a preocupação da subida das águas.



Sinceramente, espero que o rio não suba muito mais e que os estragos não sejam muito elevados. A cidade e as suas gentes não merecem.
 
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