Isto da Europa tem coisas engraçadas. Como eu me divirto numa mesa em volta dos Estados Membros. Em frente tenho os dinamarqueses, altos e descontraídos, vestidos informalmente e que aproveitam para se descalçar e aliviar os pés durante a reunião. Ao seu lado está o francês, muito “zelador” da sua língua materna, faz todas as suas intervenções primeiro em francês e depois traduz para inglês. A finlandesa, qual pulguinha saltitante, está elétrica e acha sempre tudo muito pertinente e necessário. As irmãs (não são, mas parecem) suecas, de cabelinho branco com corte à tigela, saia rodada até ao tornozelo, sempre duas, sempre a sorrir, sempre caladas. Os ingleses, dois miúdos na casa dos 20 anos, com bochechas encarnadas, aflitos para que a reunião acabe, a antecipar o gosto de uma boa cerveja. A de Malta, latina na sua essência, na sua maquilhagem, no seu vestido e saltos altos, com uma acentuada pronúncia, a qual não a impede de falar muito e gesticular ainda mais. Os checos, os polacos, os húngaros, sempre com intervenções, assinalando de forma positiva a sua presença. A espanhola sabe tudo, velha raposa na casa, com experiência e autoridade na matéria, sem perder o seu “salero” e simpatia, apesar do ar de durona.
Fico a pensar, o que acham eles da portuguesa!!!!


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