quarta-feira, 24 de julho de 2013

Hoje janto sozinha!

Vivo sozinha! Gosto de viver sozinha! Sempre gostei da minha independência, da minha liberdade, de poder escolher, fazer as coisas à minha maneira. Claro que não quero, espero que não aconteça, ficar toda a vida assim! Na verdade, por vezes dou comigo a sonhar com uma família grande, com muita gente, barulho, confusão, com muito calor humano para compensar a minha família, pequenina e dispersa por aí. Mas até lá, que bem que me sabe esta solteirice, esta oportunidade que a vida me deu de ser apenas eu.
Porém, há aqueles momentos em que sinto um aperto no peito e tenho de forçar para não me desmoronar e deixar cair a fortaleza que vou construindo dia a dia. Claro que sabe bem perceber que conseguimos resolver e ultrapassar os vários obstáculos que a vida nos coloca, que somos auto suficientes e que estamos a crescer e a tornarmo-nos mais fortes e adultos. Mas caraças, custa termos que jantar sozinhos quase todas as noites; raramente ter alguém que nos vá buscar ao aeroporto ou que nos espere em casa depois de uma viagem; termos que ser nós a resolver todos os pequenos dramas domésticos e não haver ninguém para culpar dos desastres ou más opções que tomamos (J); ter aquela sensação de andarmos um bocadinho deslocados e viver balançando entre a felicidade de pudermos chegar à nossa casa, àquele cantinho só nosso de paz e harmonia, mas sabendo que ao abrirmos a porta a luz estará sempre apagada.


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