quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Culpamos sempre o tempo!

Presente e infindável agitação, preencher dos pequenos e grandes vazios dos dias, preencher dos pequenos e grandes vazios da vida, a roda do círculo fechado das rotinas diárias!
Hora após hora, dia após dia, semana após semana, embrenhados nas urgentes e infindáveis listas de tarefas, compromissos importantes e agendas orgulhosamente preenchidas. Com a crescente sensação de que andamos para aqui todos a fazer de conta, alienação constante, sem tempo para parar, sem tempo para nós, para os outros, sem tempo para viver!
Cansada, muito cansada, farta mesmo, saturada da absorção numa vida mecanizada, sem sabor, sem a singularidade dos pequenos momentos que nos alimentam, que dão forças para continuar a acreditar, ter a certeza, que a vida é muito, é tanto, é imensa. A vida na sua maravilhosa multiplicidade de momentos, de cores, de sabores, de texturas, de lugares, de vivências, de pessoas. Uma imensidão que só faz sentido quando partilhada seja aqui, seja na preciosidade de um momento entre nós, aqueles que vão estar sempre por cá!
 
 

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