«Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...»
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...»
Miguel
Torga
No meu último dia do 12º ano, a minha
professora de português ofereceu-me numa folha de papel envelhecido este poema
do Miguel Torga. Ainda hoje o tenho afixado no meu quarto, para não me esquecer
nunca que estamos sempre a tempo de recomeçar, que nos podemos enganar, mas
também podemos sempre voltar atrás, que o caminho que construirmos, com avanços
e recuos, com curvas e linhas retas, será o nosso e que a capacidade de sonhar
e concretizar os nossos sonhos constrói a aventura da vida.
Este meu cantinho é um projeto
pessoal, mas também por isso é um desabafo, um reflexo daquilo que sou, do que gostava
de construir e daquilo que efetivamente consigo fazer, e como todos nós, como
todos os nossos caminhos individuais, também ele é feito de alterações de
personalidade, de diferentes posturas perante a vida, de mudanças, de
desistências e de recomeços.
Para que cada vez também ele seja mais
meu!.

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