segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mãe!





Gosto das tuas mãos frias.
Gosto quando te entusiasmas a falar comigo, quando contas as histórias do cão, do mano, das vizinhas, do mercado, da vila. São os momentos em que te vejo entusiasmada com a vida.
Gosto de te ouvir a falar com as flores, com o “bolinhas” e de te ouvir cantar quando varres o quintal. Como gosto de te ouvir cantar!
Gosto das tuas fatias de ovo aos domingos de manhã, do bolo de bolacha, do arroz doce e dos jantares de grão.
E até gosto quando me ralhas por ser gulosa e me dizes que não é assim que emagreço.
Gosto de te irritar com muitos beijos na cara e no pescoço e de te apertar contra mim, porque sei que como eu és um bocado resistente aos carinhos, mas que no fundo adoramos receber mimos.
Gosta da mulher que és, da força que tens dentro de ti, da lutadora que sempre tens sido, dos exemplos que nos dás, do amor que nos tens e de saber, ter a certeza, que dás a vida por nós.
Não gosto do teu ar cansado, das rugas que te assinalam a dor, do desânimo que te persegue e rouba a alegria.
Não gosto que digas que és velha e que já não tens idade seja para o que for.
Não gosto quanto te ouço chorar.
Não gosto quanto sinto que queres desistir.
Não gosto quando não consigo fazer com que abraces a vida na sua plenitude.
Acredita, assim como tu te dás e vives por nós, nós estaremos sempre aqui para ti e por ti. Apesar das divergências e incompreensões seremos sempre uma família e tu a nossa rainha, a nossa pessoa e a nossa força.



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