sábado, 8 de março de 2014

A mulher mais doce da minha vida!


Sinto falta da sua doçura! De me sentar no sofá da sala nas tarde de Domingo; da tranquilidade que sempre me transmitiu; da sua serenidade, a forma complacente e sábia com que caminhou pela vida!

Passou pouco tempo (será que alguma vez terá passado tempo suficiente?), e estou constantemente a lembrar-me dela, sei lá, de como gostava de lhe ter dado um último abraço apertado, do que poderia ter feito ou dito… E ao escrever este texto tenho saudades, as mãos tremem um bocadinho e aquele maldito nó na garganta teima em voltar, aquele nó que só se desfaz quando os olhos deixarem de ser teimosos e soltarem as lágrimas que insisto em prender.

Gostava de ter a magia de voltar a ser pequenina, de poder reviver as manhãs em que acordávamos a saltar de cama em cama no sobrado ao pé da cozinha e depois descíamos as escadas com o cheiro a “escaldadinhas”! De ir à água na praia de Sesimbra e ao olhar ver a avó debaixo do toldo, de bata vestida, a fazer renda. De fazer bolos de terra e enfeitá-los com as flores do quintal! De saber que de tarde teríamos a sua visita para ajudar nas lides da salsicharia! De ter sempre uma costa ou um bolo folhado para nos oferecer! De me perguntar sempre como é que estava, se tinha tido notícias do rapaz! De a ver sentada no banquinho do mercado! Tenho saudades!

Não sei se alguma vez se apercebeu disso, mas para além do amor e carinho que lhe tinha, que lhe tenho, sempre a admirei, sempre foi um modelo para mim, um modelo de bondade, de força, de saber enfrentar os dilemas da vida com uma calma e sabedoria que a tornavam no ser especial que era, na mulher fantástica que tive a sorte de ter como avó. A mulher mais doce da minha vida!

E hoje dedico-lhe este dia!

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