sexta-feira, 4 de julho de 2014

“Eu cheiro a alfazema, eu sou poema…”


Não desapareci, nem desisti deste meu cantinho, apenas demasiado (mais do que devia) absorvida com as pequenas coisas de todos os dias; em viagens de trabalho (ainda vou escrever sobre esse fascinante país onde tive a sorte de regressar nos últimos tempos) e esquecida em mim, entre dilemas e dúvidas, daqueles que tantas vezes nos assolam e adormecem o viver. Felizmente, acabo sempre por despertar, redescobrindo a vontade que tenho, e sempre terei, de estar presente; de fazer parte; de desfrutar de todas as possibilidades que a vida nos oferece e saber que estou a dar o melhor de mim.

Nos últimos tempos descobri a Capicua e apaixonei-me pela garra desta miúda do norte, pela sua arte, irreverência, ritmo das músicas e pertinência das letras. Eu que nem sou (não era) muito dada a isto do hip-hop, tenho a Capicua na minha banda sonora diária. Hoje deixo-vos “Alfazema”, mas há muito mais por descobrir!

 

“Pró meu silêncio ainda não há um dicionário
E eu não falo sem pensar e não quero pensar demais
Não espero interpretações ou traduções emocionais.
Como todas as mulheres quero sentir que sou diferente
Sou todo o cliché da vida toda pela frente.
Sou carente q.b. como um domingo persistente em que
Não sei porquê a gente tem olhar ausente. (…)

 

Também sou insegura ponho a lupa nos defeitos,
Tenho a fúria do espelho, muitas dúvidas no peito
Ás vezes não me valorizo, não grito quando é preciso (…)

 
E quando fraquejares vais repetir num sussurro
Aquilo que eu canto pra sorrir um dia escuro.
Eu cheiro a alfazema, eu sou poema
Eu sou aquela que tu querias ao teu lado no cinema”

 

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