Não desapareci, nem desisti deste
meu cantinho, apenas demasiado (mais do que devia) absorvida com as pequenas
coisas de todos os dias; em viagens de trabalho (ainda vou escrever sobre esse fascinante
país onde tive a sorte de regressar nos últimos tempos) e esquecida em mim, entre
dilemas e dúvidas, daqueles que tantas vezes nos assolam e adormecem o viver.
Felizmente, acabo sempre por despertar, redescobrindo a vontade que tenho, e
sempre terei, de estar presente; de fazer parte; de desfrutar de todas as
possibilidades que a vida nos oferece e saber que estou a dar o melhor de mim.
Nos últimos tempos descobri a
Capicua e apaixonei-me pela garra desta miúda do norte, pela sua arte, irreverência,
ritmo das músicas e pertinência das letras. Eu que nem sou (não era) muito dada
a isto do hip-hop, tenho a Capicua na minha banda sonora diária. Hoje deixo-vos
“Alfazema”, mas há muito mais por descobrir!
“Pró meu silêncio ainda não há um dicionário
E eu não falo sem pensar e não quero pensar demais
Não espero interpretações ou traduções emocionais.
Como todas as mulheres quero sentir que sou diferente
Sou todo o cliché da vida toda pela frente.
Sou carente q.b. como um domingo persistente em que
Não sei porquê a gente tem olhar ausente. (…)
Também sou insegura ponho a lupa nos defeitos,
Tenho a fúria do espelho, muitas dúvidas no peito
Ás vezes não me valorizo, não grito quando é preciso (…)
E quando fraquejares vais repetir num sussurro
Aquilo que eu canto pra sorrir um dia escuro.
Eu cheiro a alfazema, eu sou poema
Eu sou aquela que tu querias ao teu lado no cinema”

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